
Composto por serpentes, lagartos que foram abandonados pelos donos, tartarugas exóticas, o setor batizado de serpentário é um dos locais mais visitados no Bosque/Zoo Fábio Barreto.
Reinaugurado em 2004, o terrário abriga sete espécies de serpentes não peçonhentas (sem veneno), quatro espécies de serpentes peçonhentas (venenosas), duas espécies de jacarés, cinco espécies de tartarugas e duas espécies de lagartos.

Dois exemplares de caninana vieram do zoológico de São Carlos
Entre as principais atrações está a espécie africana de cobra sucuri, que mede aproximadamente quatro metros e pesa 30 quilos. “A espécie é a segunda maior do mundo em peso, só perde para a sucuri. Essa cobra se alimenta de roedores a cada 15 ou 30 dias, em média“, afirma o tratador do terrário, Isaac Roque.
<< Phiton nascida e criada no terrário é utilizada no Programa Integrado de Educação Ambiental
Outra atração fica por conta da cobra da espécie Phyton. Criado em cativeiro no Bosque/Zoo, o filhote da espécie é utilizado para Educação Ambiental em que crianças podem pegá-la nas mãos. “Ela não produz veneno e não oferece perigo”, esclarece Alexandre Gouvêa, chefe do Bosque/Zoo.
Exemplares de boipeva sul, caiçaca, caninana, cascavel, phyton Ball, phyton da Birmânia, salamanta do sudeste, sucuri, tracajá e urutu cruzeiro compõem o quadro de serpentes do setor.

Isaac Roque, realiza diariamente o manejo dos animais, alimentado com ratos produzidos no biotério
O tratador do terrário, Isaac Roque, realiza diariamente o manejo dos animais, alimentado com ratos produzidos no biotério. A alimentação é feita de maneira correta para que as serpentes e répteis do Terrário sintam-se em seu habitat natural. “Muito destes animais só se alimentam de presas vivas. Se for oferecido animais mortos, eles não aceitam”, diz.
O setor supervisionado pelo setor técnico realiza o manejo e acomodação dos répteis e a ambientação dos recintos para promover o bem estar e a sanidade desses animais. “Estamos trocando todo o substrato dos terrários por terra vegetal para facilitar a troca de pele das serpentes”, mostra Isaac.

Alunos visitam o Serpentário e recebem orientações sobre animais
As escolas são recebidas no Terrário e informações pertinentes à Educação Ambiental, incluindo correção de informações equivocadas sobre socorro às pessoas acidentadas e importância dos répteis para o equilíbrio ambiental, são trabalhadas pelos monitores do PIEA (Programa Integrado de Educação Ambiental).
Além de várias espécies de serpentes, o local também abriga iguanas que, segundo Isaac, foram entregues no Bosque pelos próprios donos. “Tem muita gente que compra estes animais e não se preocupa se vão crescer, qual alimentação adequada e os cuidados que se deve tomar. Essas iguanas, por exemplo, quando filhotes medem cerca de 15 cm e adultas podem chegar a 2 metros e isso assustas os donos, que então se desfazem do animal. Por isso a proibição da venda de animais exóticos”, explica.

Jacarés também podem ser vistos no Terrário
Jacarés e tartarugas também compõem o serpentário e convivem em harmonia. Espécies de cágado barbicha, jacaré do papo amarelo, jacaré tinga, tartaruga da Amazônia, tartaruga da florida, tartaruga de orelha vermelha, tartaruga mordedora e tartaruga tigre d’agua podem ser vistas no Serpentário.
O Bosque/Zoo fica aberto de quarta a domingo, das 9h às 17h, e está localizado na rua Liberdade, s/n, no bairro Campos Elíseos.
Via Prefeitura RP




