A venda de crack em Ribeirão Preto e em Barretos movimenta em média R$ 170 mil por dia, nos 790 pontos de tráfico espalhados pelas duas cidades, segundo um levantamento feito pela Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes).
Só em Ribeirão Preto, a polícia estima que a venda movimente diariamente R$ 150 mil nos 600 pontos mapeados. De acordo com o delegado da Dise, Antonio Alício Simões Junior, com base nas imagens feitas pelos policiais em Barretos, foi possível deduzir que a cada 30 minutos são vendidas seis pedras da droga na cidade, o que totaliza um montante de R$ 20 mil.
Produção
Em 2009, a Polícia Federal apreendeu sete toneladas de drogas na região. Do total, 500 quilos eram de cocaína, matéria-prima para a produção de crack.
O equipamento usado no laboratório da PF, em Ribeirão, para examinar o crack apreendido é capaz de detectar a presença da cocaína, mas segundo o perito Ricardo Romano, o fator não significa nível de pureza, já que a droga é composta por pelo menos dez substâncias diferentes.
Repressão
Mesmo com as constantes operações montadas para combater o tráfico do crack, o delegado Simões Junior afirma que a droga não pode ser vencida apenas com repressão, porque a oferta em larga escala dificulta a recuperação dos usuários.
Atualmente, imagens feitas pela polícia de pessoas usando crack e de flagrantes da sua comercialização são usadas em palestras para estudantes.
Fonte: EPTV.com



