
Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, suspeito pela morte do cartunista Glauco Villas Boas e de seu filho Raoni, foi preso às 23 horas de domingo, enquanto tentava fugir do Brasil pela Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai. Ele estava foragido desde sexta-feira. Segundo a Polícia Federal (PF) de Foz do Iguaçu, Nunes dirigia um Fiesta Preto roubado, com placa de São Paulo.
Ao ser abordado para procedimentos de rotina, ele saiu do carro e atirou, baleando no braço um agente da PF, que não corre risco de vida. Em seguida houve troca de tiros e Nunes foi preso em flagrante por tentativa de homicídio e resistência à prisão. “Ele é muito falante e continua dizendo que é Jesus”, disse Ocimar Moura, agente da PF.
Nunes estava com uma pistola usada igual a do crime, uma semi-automática oxidada 7,65 mm, e ficará preso na delegacia da PF até segunda ordem da Justiça Federal de Foz do Iguaçu.
Ele deve ser indiciado por cinco crimes: duplo homicídio de Glauco e Raoni, roubo de veículo, resistência à prisão, porte ilegal de arma e tentativa de homicídio do agente da PF.
De acordo com a versão da polícia e de testemunhas, no fim da noite de quinta-feira, o estudante teria ido ao encontro de Glauco e Raoni, com uma pistola 765, e após uma discussão matou os dois. Eles foram socorridos por moradores e levados ao Pronto-Socorro Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos.
Fonte e crédito da imagem: Agência Estado



