Em rápida conversa por telefone com o iG na tarde desta quarta-feira, depois de se reunir com dirigentes do PT, PSB, PC do B e PDT em Brasília, o deputado Ciro Gomes (PSB) disse que continua candidato a presidente da República mas admitiu pela primeira vez, mesmo que remotamente, a possibilidade de concorrer ao governo de São Paulo, como deseja o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Nada mudou. Disse a eles que sou candidato a presidente da República e remotamente admiti a ideia de que se o cenário nacional exigir posso cumprir um papel em São Paulo em nome de um projeto maior”, disse Ciro.
Segundo ele, a decisão vai depender da cristalização do quadro eleitoral. Dirigentes do PT e do PSB têm enxergado chances reais de vitória em São Paulo, apesar da larga vantagem do tucano Geraldo Alckmin nas pesquisas. Petistas e pessebistas avaliam que o tempo na TV e as divergências entre Alckmin e o governador José Serra (PSDB) podem significar vantagens eleitorais.
Ciro vai se reunir com o presidente Lula no dia 15 de março para uma conversa definitiva. Até lá a novela sobre o palanque em São Paulo da pré-candidata petista à presidência, Dilma Rousseff, continua. Na sexta-feira de manhã a direção do PT paulista vai se reunir com o senador Aloízio Mercadante, nome preferido por Lula, depois de Ciro, para a disputa do governo paulista. Mercadante prefere concorrer à reeleição ao Senado mas é pressionado pelo partido.
Ciro tem aleardeado que Serra vai desistir da candidatura à presidência devido ao avanço de Dilma nas pesquisas mas nega que o futuro do tucano tenha influência em sua decisão.
“A decisão de Serra não tem relevância nenhuma, até porque acredito que ele não será candidato à presidência”, afirmou.
Uma possível desistência de Serra recolocaria o mineiro Aécio Neves, com quem Ciro tem boas relações, na disputa. Mas o deputado também negou que pretenda ser vice de Aécio.
“Como posso dizer que quero ser vice de alguém? Sou candidato a presidente”, afirmou.
Fonte: IG



