Clima tenso e de muita expectativa na sessão realizada nesta terça-feira (11), na Câmara de Ribeirão Preto. Em pauta, o projeto da prefeita Dárcy Vera (DEM) que concede reajuste de R$ 1 mil nos salários dos médicos da rede pública.
Irritados com o tratamento recebido por parte do Executivo, cerca de 300 servidores municipais lotaram a Câmara Municipal e promoveram um barulho ensurdecedor durante a votação. Aos gritos de “igualdade, igualdade” e com o “apitaço”, os servidores aplaudiram os parlamentares que foram contra o trâmite e conseguiram barrar mais uma vez a votação do projeto. Desde a última quinta-feira na Casa das Leis, o projeto de lei não havia sido votado pois estava sem parecer da Comissão de Legislação, Justiça e Redação.
Já nesta terça-feira, logo no início da noite, o vereador Marcelo Palinkas entrou com um requerimento pedindo urgência ao projeto. Por dez votos a oito, a urgência foi aprovada e o projeto seguiu para votação, o que gerou mais revolta por parte do funcionalismo.
Contudo, a votação precisou ser adiada mais uma vez já que não houve quorum. Para que o projeto fosse aprovado, seriam necessários 11 vereadores no plenário, mas apenas nove e o presidente da Câmara, Cícero Gomes (PMDB), permaneceram no local. Com isso, o projeto sobre o Prêmio Incentivo permanece em pauta e poderá entrar em votação já nesta quinta-feira (13).
Médicos ameaçam entrar em greve
Com o adiamento da votação do projeto que concede reajuste de R$ 1 mil no prêmio de produtividade, médicos da rede pública de Ribeirão Preto ameaçam deflagrar uma greve.
Caso aconteça, a categoria pretende atender somente os casos de urgência e emergência. Durante a noite desta quarta-feira (12), a assembléia definirá como e quando se dará a greve do setor.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo – Regional Ribeirão Preto (Simesp), caso haja um impedimento da Justiça para a greve, os médicos vão pedir demissão em massa.
Fonte: Ribeirão Preto Online



