O assunto do momento que não se quer calar no Brasil e no mundo todo é a COVID-19, infecção provocada pelo coronavírus. Desta forma, um tema que achei interessante abordar nessa ocasião onde não se fala em outra coisa, são as construções circunstanciais de hospitais em poucos dias e em lugares improvisados para combater o vírus.
Em primeiro lugar, a China na cidade de Wuhan, concluiu a construção do Hospital Wuhan Huoshenshan, com mil leitos, em menos de dez dias. Isso mesmo! Menos de 10 dias. Incrível não?! Mas como que se constrói um hospital inteiro em tão pouco tempo? Quais materiais que permitem a construção de prédios em tão pouco tempo?
A construção contou com uma equipe de 7 mil trabalhadores e para concluir a obra, contaram com dezenas de guindastes que trabalharam dia e noite, num esforço que envolveu milhares de trabalhadores na montagem das peças. Segundo o arquiteto da obra o sistema de construção é o mesmo de um prédio de escritórios europeu, são estruturas metálicas pré-fabricadas unidas por parafusos sendo possível erguer um andar por dia. É preciso colocar os módulos (fachadas e blocos internos) que vêm completamente montados, com as janelas e as instalações. Não colocam tijolo por tijolo. É como se fosse uma montagem de vagões de trem.

A edificação é de dois pavimentos e inclui 30 unidades de terapia intensiva e enfermarias de isolamento e foi reproduzida a técnica norte-americana de construção.

Acompanhando a ideia da China, no Brasil, no Estádio Presidente Vargas localizado no Bairro Benfica em Fortaleza também é transformado em hospital para pacientes com coronavirus. Essa nova unidade de saúde contará com 204 leitos para receber os pacientes diagnosticados com a Covid-19. A arquitetura do prédio terá base em concreto, e a estrutura da construção será metálica, farmácia, contêineres de higienização e áreas de desinfecção numa área de 3.500 metros quadrados.

No Estádio Pacaembu em São Paulo também começou obras para a construção de hospital, onde serão colocados 202 leitos para atender os pacientes com coronavirus. De acordo com a prefeitura, a construção será com estruturas temporárias pois a Allegra Pacaembu tem dentre suas sócias a Progen, uma empresa com experiência em montagem de estruturas provisórias e também na construção de hospitais de campanha com tendas. 
A estruturas metálicas são um meio mais rápido para construção tendo em vista a urgência que se encontra os Estados e o país para a finalização desses hospitais que irão acolher os futuros pacientes diagnosticados com coronavirus.