Percebo em muitos pacientes a necessidade de presenciar os ponteiros da balança descer e o desespero ao perceber quando esse não corresponde as expectativas.
O que explico aos pacientes é que a balança ao mesmo tempo que se torna nossa melhor amiga (no início da dieta quando a “redução” de peso é rápida, sendo praticamente líquido do organismo e não somente gordura) em questão de segundos vira nossa inimiga n° 1 (quando se inicia a queima de gordura e a “redução” rápida de peso deixa de existir). Isso porque as pessoas avaliam ganho/perda de peso somente pela balança.
Não podemos esquecer que em alguns momentos o peso pode ser “camuflado” (aumentando ou reduzindo) por alguns fatores na qual a balança não entende que existem, dentre eles a retenção hídrica causada por aumento na ingestão de sódio, uso de corticóides, desidratação, entre outros.
Pela foto ilustrada podemos perceber que a balança não somente engana, como passa longe de ser o melhor ou principal parâmetro de emagrecimento. Um obeso e um indivíduo com grande aporte muscular podem ter o mesmo peso e conter percentuais de gordura totalmente diferentes.
Parâmetros como redução do percentual de gordura, redução de medidas e redução das dobras cutâneas (na minha opinião, o principal) são bem mais precisos quando se trata de emagrecimento correto.
Paciente Bariátrico é o maior exemplo de ansiedade por balança x peso. Eles também sofrem o efeito platô (estagnação de peso) após algum tempo de cirurgia e quando indico a musculação para ganho de massa muscular perdida com a dieta restrita, a maioria desespera, pois sabem que na balança esse peso aumentará devido o ganho de massa magra (músculo). O que a balança não explica é que o ganho de músculo pode até aumentar seus ponteiros, mas contribui e muito para a queima de gordura constante.
Portanto, cuidado com promessas milagrosas de emagrecimento associadas à balança, essa pode ser a promessa mais desastrosa e frustrante de uma vida saudável.




