Em 1988, houve uma denúncia da prática de trabalho escravo na Fazenda Brasil Verde, no Pará, e o desaparecimento de dois adolescentes que teriam tentado fugir. Outras onze denúncias em anos subsequentes suscitaram um total de seis fiscalizações e ocasionaram o resgate de 340 trabalhadores ao longo de quatorze anos. Mas, no âmbito criminal, ninguém foi condenado e o crime prescreveu.
A ação foi movida na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra o Brasil pelo Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CJIL) e pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O Frei Xavier Plassat, da Comissão Pastoral da Terra, diz que agora o estado brasileiro deve reabrir as investigações e pagar os danos morais.
Procurados, o Itamaraty, a Advocacia Geral da União e a Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e Cidadania ainda não se manifestaram sobre o assunto.



