
Com o objetivo de repor o estoque pesqueiro e preservar a biodiversidade do rio Sapucaí-Mirim, a Duke Energy Brasil (DEB) colocará mais 40 mil peixes juvenis nos reservatórios das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) Palmeiras e Retiro, localizadas entre Guará e São Joaquim da Barra e operadas pela companhia. O lote será dividido em duas solturas promovidas nesta quinta-feira (31), com a participação de alunos da rede pública dos dois municípios. Antes, as crianças recebem, nas escolas,palestras sobre a reprodução de peixes em cativeiro e a importância do repovoamento, ministradas por um educador ambiental da DEB.
O biólogo e consultor de Meio Ambiente da empresa, Norberto Vianna, explica que serão utilizados peixes das espécies nativas bagre, piau, lambari e curimbatá. “As espécies usadas no trabalho de repovoamento do rio Sapucaí-Mirim foram selecionadas com base nos estudos científicos feitos na fase anterior ao enchimento dos reservatórios,e em consonância com o projeto aprovado pelo Comitê de Bacia Hidrográfica do Sapucaí-Mirim/Grande e órgão ambiental”, esclarece.
De acordo com Vianna, são espécies importantes para a cultura da pesca local. Quanto aos pontos de soltura, o biólogo conta que elessão selecionados por oferecerem melhores condições de abrigo e alimentação aos novos peixes, que se integram com maior facilidade ao meio ambiente, reforçando suas populações.
Contabilizadas as solturas do dia 31, o programa de manejo pesqueiro da DEB, iniciado em 2013, alcança a marca de 393 mil peixes soltos no Sapucaí-Mirim, colaborando para a recuperação do estoque pesqueiro da Bacia.
Parceria com a Unesp
Desenvolvido com base em pesquisas científicas que visam à alta variabilidade genética dos peixes reintroduzidos na natureza, o programa desenvolvido no Sapucaí-Mirim conta com a parceria do Centro de Aquicultura da Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (Unesp), de Jaboticabal, Laboratório de Genética de Peixes da Unesp de Bauru e Piscicultura Projeto Peixes, de Sales de Oliveira (SP).
Para tornar públicos os estudos e resultados práticos do programa, a DEB lançou uma cartilha didática, juntamente com a Unesp. Distribuída para prefeituras e órgãos ambientais da região, a obra pioneira é intitulada “Projeto Reintrodução Adequada de Peixes em Represas”, e está no link http://duke-energy.com.br/Style%20Library/Images/Duke/Sustentabilidade/revista%20reduzida.pdf.
Por seu caráter inovador, o programa de repovoamento do Rio Sapucaí-Mirim foi reconhecido, como detentor de boa prática de sustentabilidade na categoria “Proteção e Conservação”, pela comissão técnica do 11º Benchmarking Brasil (2013), destacando-se entre as melhores gestões socioambientais brasileiras.
A Duke Energy Brasil opera e administra oito usinas hidrelétricas instaladas ao longo do rio Paranapanema e duas pequenas centrais hidrelétricas no rio Sapucaí-Mirim, com um total de 2.274 megawatts (MW) de capacidade instalada. Em 2014, a companhia gerou 11,2 milhões de MWh, energia suficiente para abastecer 5,6 milhões de famílias ou 22 milhões de habitantes. Com cerca de 300 empregados no país, a Duke Energy Brasil representa o maior investimento internacional da norte-americana Duke Energy Corp.,a maior companhia de serviços públicos dos Estados Unidos.



