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Médicos residentes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) realizam uma paralisação durante 24 horas nesta quinta-feira (24), reivindicando melhores condições de trabalho para a categoria. O ato integra o Movimento Nacional pela Valorização Médica, que estimou 600 profissionais parados na cidade.
A assessoria do HC-RP informou que o ato não prejudicou atendimentos e cirurgias, que foram realizados por médicos assistentes. Os serviços devem ser normalizados nesta sexta-feira (24).

Por volta de 14h, os manifestantes se dirigiram à Praça XV de Novembro, no Centro da cidade, onde também distribuíram panfletos. O grupo ainda realizou uma passeata até a sede da Secretaria Estadual da Saúde, no bairro Campos Elíseos.

Manifestantes usaram fita amarrada no braço em sinal de protesto (Foto: Paulo Souza/EPTV)
O médico Vinícius Campos de Molla, representante do movimento, explicou que a categoria exige que os governos federal e estadual forneçam um levantamento de todos os cortes orçamentários realizados nos serviços em que atuam os residentes.
“Pedimos a suspensão imediata desses cortes, não só no Hospital das Clínicas, mas unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento. A gente sente falta de alguns equipamentos, mas, exatamente o que foi cortado, a gente não tem essa informação”, disse.
Ao todo, a pauta do movimento inclui outros oito temas, entre eles o fim imediato da carência de dez meses para que residentes possam usufruir de direitos junto ao INSS, o cumprimento do auxílio moradia e a isonomia da bolsa de residência médica, com outros benefícios oferecidos por programas do Governo Federal.
“A gente quer também um plano de carreira para o médico preceptor, aquele que é uma espécie de professor, mais próximo do aluno. A gente quer que esse profissional seja mais valorizado, que ele tenha um tempo para se especializar, para estudar. Não só esse médico, mas que exista um plano de carreira dentro do SUS [Sistema Único de Saúde]”, disse Molla.





