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Um adolescente de 16 anos morreu após sofrer um infarto enquanto brincava com amigos em uma praça de Cândia, distrito de Pontal (SP). Família e testemunhas que tentaram socorrer o estudante José Fernando Santana afirmam que houve demora no atendimento e atraso para a ambulância chegar à praça, que fica em frente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O jovem foi enterrado na terça-feira (11) em Sertãozinho (SP).
Procurada pela reportagem a Secretaria de Saúde informou que há uma ambulância disponível para atendimento no distrito, mas que realiza troca de plantão em Pontal e por esse motivo não estava no local no momento da fatalidade. A secretaria informou que investiga o caso para tomar providências.

distrito de Pontal, SP (Foto: Arquivo Pessoal)
O adolescente brincava de bola com colegas rua na tarde de segunda-feira (10), quando sentiu dores no peito e sentou em um banco para descansar. “Ele colocou as mãos entre as pernas, foi lá pro banco e deitou. A gente continuou jogando achando que ele estava normal, aí um amigo foi ver o que ele tinha e ele estava chorando”, comentou uma adolescente de 14 anos que estava com José Fernando.
Convulsão
Segundo os amigos, o rapaz sofreu uma convulsão e ficou com falta de ar e tentaram socorro na unidade de saúde em frente à praça. “Pediram socorro, gritaram, foram lá na porta do posto, chamaram ambulância, mas não tinha ninguém para socorrer ele”, contou Marilza Benedito, amiga da família. A UBS fechou às 17h e José Fernando passou mal às 17h30.
Amigos e vizinhos tentaram acionar uma ambulância por telefone, mas o atendente afirmou que o veículo da Prefeitura de Pontal estava ocupado. “Chamaram o resgate na mesma hora em que ele caiu e não teve socorro, passaram mais de uma hora para pegar ele”, afirmou a mãe do jovem, Maria de Fátima Santana.
Para Maria de Fátima, a demora no socorro acarretou na morte do filho. “Um bocado de gente mora ali e não tem atendimento? Deixaram meu filho no chão, como indigente”, desabafou.
Protesto
A morte do adolescente provocou um protesto no distrito de Cândia, na terça-feira (11). Os manifestantes pediam melhoras no sistema de saúde. “Nós pedimos duas ambulâncias porque precisa, porque às vezes uma sai e outro passa mal. A gente precisa da ambulância sim aqui, 24 horas para atender a população”, comentou a auxiliar de limpeza Luciana Oliveira.
Em nota enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Pontal, o secretário de Saúde Adib Damião afirmou que os amigos do adolescente tentaram acionar a ambulância, sem sucesso, e chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) depois das 17h50.
“Só entraram em contato com o departamento de Saúde (setor ambulância) às 17h50 onde estava tendo troca de plantão, ao receber a ligação o SAMU que estava no departamento de Saúde saiu para este atendimento junto com uma ambulância tipo A”, diz a nota. A Secretaria de Saúde informou ainda que investiga o caso para tomar as devidas providências.




