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O menino Augusto Martins, de 6 anos, não consegue andar, falar e tem apenas 15% da visão do olho direito. Em busca de melhor qualidade de vida para o filho, os pais lutam para conseguir um tratamento experimental com células-tronco na Tailândia. Moradores de Anápolis, a 55 km de Goiânia, eles fazem uma campanha para tentar custear a terapia, avaliada em R$ 160 mil.
A mãe do menino, a fisioterapeuta Ana Paula Martins, teve toxoplasmose durante a gestação, provocando as sequelas, percebidas logo após o nascimento. Ela conta que os médicos não acreditavam que o filho viveria por tanto tempo.

“Ele nasceu e deu três paradas cardiorrespiratórias. Então, ele é uma criança que só vem desenvolvendo bem pelo que o médico nunca deu para ele, que foi esperança de vida”, disse Ana Paula.
De acordo com a mãe, o filho só tem 40% de massa encefálica. Desde os três meses, Augusto sofre com crises convulsivas. Mesmo com o uso de quatro tipos de medicamentos por dia, ele ainda tem este tipo de episódio a cada dois meses, o que compromete a evolução da criança. “Quando ele tem a crise, ele volta no tempo, ele perde o desenvolvimento que ganhou”, explica a mãe.
Tratamento no exterior
Augusto faz fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Apesar de a mãe ser fisioterapeuta, ela conta que faz apenas alongamentos com o filho. “É como se eu tivesse bloqueado, não dou conta de fazer uma sessão como deve ser feita nele”, lamenta Ana Paula. Com as terapias, Augusto consegue comer sem sonda e se sentar.
Para amenizar as sequelas da toxoplasmose congênita, Ana Paula começou a pesquisar tratamentos alternativos. Conversando com outras mães que têm filhos com a mesma doença, ela descobriu o tratamento no exterior.
O tratamento citado pela mãe ainda não é regulamentado no Brasil. No entanto, segundo a família, a médica que acompanha o menino e não quer ser identificada afirma que nenhuma cirurgia pode ajudá-lo, mas é possível que a aplicação de células-tronco promova o desenvolvimento muscular e a redução das convulsões.
A família afirma que mais de 15 mil crianças tiveram resultado positivo com o tratamento. Por isso, eles têm esperança que Augusto melhorará. “Pode ser na parte motora, na contenção de crises convulsivas, melhorando alguma coisa no Augusto estaremos felizes”, diz o pai, o comerciante Valdir Martins.





