
Um homem de 51 anos foi preso suspeito de se passar por médico e de vender remédios sem autorização em Barretos (SP). Segundo a Polícia Civil, 600 frascos de medicamentos irregulares foram apreendidos na casa de Jorge Manuel de Matos, natural de Portugal. Ele pagou fiança e obteve liberdade provisória, mas responderá por exercício ilegal da medicina.
O advogado de defesa do suspeito, Chafei Amsei Neto, afirmou que as acusações não procedem e que seu cliente tem a documentação necessária para atender pacientes. Matos entregou o passaporte e se mostrou disposto a colaborar com as investigações, informou o advogado.
Prisão
O português foi detido quinta-feira (2), depois que a polícia encontrou mais de 600 frascos de medicamentos em sua casa no bairro Derby Clube, também usada como consultório.
Os produtos foram encaminhados à Vigilância Sanitária, onde se verificou que eles não estavam registrados, segundo a polícia. “O suspeito diagnosticava a doença e recomendava a ingestão do produto que ele vendia. Então são duas infrações criminais”, disse o delegado João Brocanello Neto.
De acordo com ele, o homem não possui registro profissional, mora em Campina Verde (MG) e vendia cada frasco por R$ 50 a R$ 60. O suspeito indicava os medicamentos para diabetes, sinusite, depressão e pressão alta, mas na embalagem não havia informações sobre procedência ou sobre o farmacêutico responsável, alegou o delegado.
Prisão
Matos permaneceu calado no interrogatório, porém chegou a revelar que realizava consultas, explicou Bocanello Neto. “Ele contou que atendia as pessoas, não cobrava nada pela consulta, apenas comercializava os produtos medicamentosos”, disse.
O suspeito foi autuado por exercício ilegal da medicina e comercialização de produtos com fins terapêuticos sem registro na Vigilância Sanitária. Ele foi levado para a Cadeia de Severínia (SP), mas obteve direito a liberdade provisória após pagar fiança. Os remédios foram encaminhados ao órgão responsável para o descarte.
Defesa
De acordo com Amsei Neto, advogado de Matos, seu cliente entregou o passaporte e vai colaborar com as investigações. Segundo ele, a defesa será definida após a conclusão do inquérito, quando ele pretende provar que o português trabalhava de forma legal no Brasil.
“Ele não tem interesse algum em sair do Brasil, mesmo porque já tem uma empresa em Minas Gerais. Essa acusação é descabida uma vez que toda a documentação necessária para exercer o tipo de atividade que ele vem exercendo nós temos em mão.”
Do G1 Ribeirão e Franca




