O brincar é uma atividade extremamente significativa para o desenvolvimento cognitivo, social, motor afetivo, da criança. É por meio das brincadeiras que as crianças se expressam e manifestam suas ideias acerca do contexto que vivencia.
As brincadeiras modificaram ao longo do tempo, há trinta anos brincávamos muito na rua, de queimada, de pega pega, de esconde esconde, pulávamos corda, elástico, subíamos em árvores, improvisávamos bonecas e carrinhos pois o custo financeiro dos brinquedos que sonhávamos era alto para nossa realidade.
Depois vieram os brinquedos “prontos” bonecas que falavam, andavam, carrinhos de controle remoto que piscavam luizinhas. Atualmente os brinquedos infantis pertencem á esfera do mundo adulto: celular, tablets e assim os jogos eletrônicos vão adquirindo espaço e conquistando gradativamente as crianças.
Interessante observar que muitas crianças quando pequenas brincam com objetos que não são brinquedos, mas elas atribuem o valor lúdico a esses objetos. Quem nunca viu uma criança brincando com panelas, com caixas de papelão, com pedaços de pano. Desse modo, é fundamental que as crianças brinquem e que os pais possam compartilhar desses momentos relevantes e significativos para a infância.
Dividir os momentos prazerosos de brincadeira com a família permite criar um espaço onde vivencia valores e noções da sua cultura. De acordo com Silva e Santos (2009) as crianças que com frequência brincam de faz-de-conta tendem a cooperar mais com outras crianças e tendem a ser mais populares e alegres do que aquelas que não brincam de modo imaginativo.
Percebe-se que nem sempre isso é possível pois o trabalho e as ocupações dos membros da família nem sempre permitem que dediquem um tempo efetivo para as brincadeiras. Com isso, a escola torna-se o espaço por excelência onde a brincadeira ocorre, desde a mais tenra idade até os anos finais.
Brincar na escola, brincar com os amigos é algo tão prazeroso de modo que as crianças anseiam por esses momentos. As brincadeiras livres são tão importantes quanto aquelas dirigidas, pois ambas representam momentos de alegria de diversão, cujas ações são reinventadas e configuradas de acordo com o contexto da brincadeira.
Quem observa de fora pode interpretar que as brincadeiras são passatempos os quais as professoras utilizam para “passar o tempo” ledo engano. Toda escola de educação Infantil necessita do espaço lúdico, para que as brincadeiras aconteçam. Por meio delas as crianças se interagem com outras crianças, aprendem a dividir objetos, dividir espaços, a cuidar desse espaço, obedecer regras, enfim a todo o momento ocorrem aprendizagens significativas as quais são levadas por toda a vida.
Portanto, é fundamental oportunizar momentos lúdicos de interação entre a criança e o brincar. Quanto mais diversificado for os objetos maiores serão as interações e a criatividade sobre esses objetos tornando as experiências vivenciadas únicas e singulares.
Professora da rede municipal de Educação há 18 anos,
Psicopedagoga, Coordenadora na EMEI Arthur Parada
assessoria para trabalhos academicos
Contato: lindinaraufscar@gmail.com




