
(foto: Weber Sian / A Cidade)
O Banco de Tecido Humano e Ossos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto fez seu primeiro transplante. O procedimento ocorre depois de três anos e quatro meses da inauguração da unidade.
A beneficiada da cirurgia que aconteceu na última sexta-feira foi uma mulher de 54 anos da cidade de Cajobi. A cirurgia começou às 9h e foi até as 13h. O transplante foi para colocar um enxerto de osso no quadril e correu sem complicações.
Os ossos usados no procedimento foram captados de doadores vivos. “Agora nós dependemos muito da doação de ossos de doadores cadáveres para dar continuidade aos transplantes”, informou o médico e coordenador do banco Luiz Gustavo Gali.
Fila
No ambulatório de quadril do HC, existe uma fila de mais de 100 pacientes à espera de um transplante de ossos. A maioria formada por pessoas que tiveram câncer ósseo e precisam do material para trocar próteses devido à desgaste, ou ainda aqueles que fizeram cirurgia da coluna.
Pele e tecidos
Como banco de Multitecidos, a unidade do HC de Ribeirão Preto será a pioneira do interior do Estado a captar e transplantar esse tipo de órgão.
“Temos o banco de Ossos de Marília, mas lá eles não captam tecidos. Queremos passar a receber doação de pele dos doadores cadáveres, isso vai ajudar muito nos procedimentos envolvendo a unidade de Queimados do HC”, diz.
Segundo o médico, conseguir a doação de órgãos é mais fácil. Ele explica que a dificuldade decorre do fato de a doação de tecidos e ossos ser menos conhecida e, por isso, mais difícil de ser conseguida pelos familiares dos possíveis doadores.
O hospital deverá desenvolver a partir de agora uma campanha maciça para aumentar esse tipo de captação. “O objetivo é que a partir do ano que vem a gente já consiga fazer essa capacitação de pele, vasos, válvulas e tecidos para colocar o banco em funcionamento 100%”, afirma.

Banco foi inaugurado antes da hora
Banco de Tecidos do HC foi inaugurado no dia 15 de julho de 2011, com a presença do secretário estadual da saúde, Giovanni Cerri de forma prematura.
A previsão inicial era de que o banco começasse a fazer captações no final de 2011, mas no início de 2012 o HC informou que ainda era necessário vários ajustes no sistema de filtragem de ar nas câmaras onde os tecidos seriam manipulados e limpos.
O investimento inicial para a compra de equipamentos e montagem da estrutura foi de R$ 700 mil. O banco, pioneiro no interior do Estado, vai atender Ribeirão, Araraquara, Franca, Barretos e São João da Boa Vista. Outros R$ 2 milhões foram liberados pela União para que o banco também capte tecidos, como peles e tendões.
Fonte: Jornal A Cidade




