Os moradores de quatro bairros em Jaborandi (SP) entraram com um pedido junto ao Ministério Público para apurar as falhas no fornecimento de energia elétrica na cidade. Eles alegam que a rede que atende a região onde moram não foi adequada pela CPFL para a demanda, o que provoca quedas constantes. Segundo eles, o problema ocorre há 10 anos e, embora várias reclamações tenham sido feitas e até um abaixo-assinado organizado, nada foi feito pela companhia.
A assessoria da CPFL informou que a empresa vai apurar o motivo da interrupção do fornecimento.
O religioso conta que já houve vezes em que a missa precisou ser realizada à luz de velas. “No último sábado a energia acabou por volta das 18h10 e só voltou após as 20h15. É um transtorno para as pessoas, porque umas não têm condições de tomar banho, outras estão perdendo as mercadorias na própria geladeira.”

A cabeleireira Cristina Correa afirma que a falta de energia atrapalha até mesmo o desempenho profissional no salão de beleza. “Às vezes a cliente está com alguma química que arrisca até cair o cabelo. Eu preciso da energia para finalizar o meu trabalho e não consigo. Na semana passada, uma cliente minha estava com o produto na cabeça e no meio do trabalho acabou a energia. Eu fiquei com essa cliente mais de três horas com o produto na cabeça”, conta.
Em novembro, o diretor de Saúde Carlos Roberto Mariano precisou modificar os horários da vacinação infantil no posto de saúde por causa da falta de luz. “No primeiro dia, a gente começou a vacinar depois das 11h – a energia tinha acabado por volta da meia-noite e só voltou depois das 11h da manhã. E no segundo dia terminou às 15h por falta de energia outra vez.”
O aposentado Luiz Carlos dos Santos diz que o problema da interrupção da energia acontece há pelo menos dez anos. “Já demorou até 12 horas para voltar. Quando acaba eu sou um dos primeiros a ligar [para a CPFL].”
Sem solução, os moradores protocolaram um pedido no Ministério Público de Colina para que a Justiça cobre providências da CPFL. Caso não haja explicações, o assunto pode virar alvo de uma ação civil pública.
Do G1 Ribeirão e Franca




