O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu nesta terça-feira (16) o atual corpo de diretores da Petrobras, afirmando que não há suspeita sobre eles.
Após evento no Supremo Tribunal Federal, ele foi questionado se as revelações da Operação Lava Jato, que investiga corrupção na estatal, podem levar à demissão os atuais dirigentes.
“Relativamente à direção da Petrobras nós não temos efetivamente indicadores objetivos de práticas ilícitas. E acho que isso é muito importante […] Acho que as investigações devem continuar. O governo tem uma posição muito clara pelas investigações. E aqueles que praticaram atos ilícitos têm de ser punidos”, afirmou o ministro, após participar da 11ª edição do Prêmio Innovare, que prestigia iniciativas que promovem a eficiência na Justiça.
Indagado especificamente sobre a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, Cardozo repetiu o argumento: “Não há nenhum ato ilícito que possa implicar qualquer juízo de valor”. Ele acrescentou que uma decisão sobre permanência ou demissão “fica evidentemente a critério da avaliação do próprio governo”.
A permanência de Graça Foster e da atual diretoria na Petrobras vem sendo avaliada pelo governo. Conforme informou o Blog do Camarotti, já há constatação no Palácio do Planalto de que a situação política da dirigente da estatal é extremamente delicada.
Apesar da resistência pessoal da presidente Dilma Rousseff, que tem sinalizado desejar manter Graça Foster, interlocutores de Dilma aconselham a troca de todo o comando da empresa, inclusive da presidente.





