
Morreu na tarde de domingo (2) a advogada Carolina Parzewski, de 36 anos, paciente com leucemia que ficou conhecida por derrubar uma portaria do Ministério da Saúde que limita o número de cadastros de doadores de medula óssea por município. Carolina, que vivia em Franca (SP), lutava contra a doença há dois anos. O enterro da advogada ocorre às 10h desta segunda-feira (3) no Cemitério da Saudade, em Franca (SP).
Em maio, Carolina realizou um transplante de medula com material doado pela mãe. A advogada, que fazia tratamento no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), estava internada na unidade desde o dia 5 de outubro. No domingo, o quadro de saúde de Carolina se agravou e ela chegou a ser levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, mas não resistiu e morreu após sofrer uma parada cardíaca.
A luta
Carolina travava uma luta diária contra a leucemia desde 2012. Quando descobriu a doença, passou por várias sessões de quimioterapia e de transfusão de sangue. Em março de 2013, a doença foi controlada e a advogada entrou em estado de recesso. Seis meses depois, no entanto, o câncer voltou, e segundo os médicos somente um transplante de medula óssea garantiria a sobrevivência de Carolina.
A família chegou a organizar uma campanha em Franca (SP) para coletar o maior número de doadores de medula possível, mas esbarrou em uma portaria do Ministério da Saúde que determina uma cota de cadastros por município. A advogada então recorreu à Justiça Federal e conseguiu uma liminar suspendendo a medida.
Apesar da movimentação, a advogada não conseguiu nenhum doador compatível no município. Em dezembro de 2013, dois voluntários compatíveis foram encontrados no exterior, através do banco mundial de doadores. Os doadores, no entanto, não puderam realizar o procedimento, mas a notícia só foi dada pelos médicos em abril deste ano. Carolina então recebeu a medula da mãe, Rita Parzewski, que era 50% compatível com a filha.
Do G1 Ribeirão e Franca




