
Após várias pesquisas a respeito da banda FOG, o Locomotiva do Som encontrou uma matéria publicada pelo Blog Rock Uberaba em junho de 2010. Vale a pena conferir um pouco da história da banda que um dia Eugênio Sircilli participou.
Veja a matéria abaixo.
Descobri no ano de 1990 mais uma banda da década de 80. Ainda meio perdido na cidade descobri um bar na Leopoldino de Oliveira, conhecido como Buraco da Onça (bar do Cebola) do lado do cine Metrópole em que nos finais de tarde artistas da cidade paravam pra tomar uma cerva, comecei a parar por ali também e numa dessas paradas conheci o baixista Ricardo Moraes, na época professor do conservatório e aficionado por Beatles, Nico Assumpção, Jaco Pastorius, e um excelente baixista já naquela época…
Conheci ele bem na época da gravação do LP “Rock” da banda FOG e eles estavam bem entusiasmados com aquilo. Convivi com Ricardo nós dois esvaziando caixas de cerveja nos botecos de música da cidade (Viena, Boulevard, Zeppelin…) até o final do ano de 1992. Assisti só um show da banda FOG no parque de exposições Fernando Costa que por sinal foi muito foda.

A banda FOG talvez seja a banda de rock uberabense que mais teve músicos técnicos e estudiosos da música até nos dias de hoje, na verdade eram músicos de jazz tocando rock, gostavam de fazer temas complicados em suas apresentações e no vinil da banda percebe-se a mistura de rock setenta e heavy metal com jazz e rock nacional da década de 80. O vinil foi gravado e mixado no estúdio Avlan em Uberlândia de 10 à 16/07/1990 tendo como técnico de gravação Fausto Aguiar.
Composta por Eduardo Recife (bateria), Ricardo Rosetti “ex- Kreddo” (Contrabaixo, voz e ovation) e Eugênio Sircilli (guitarra, voz e ovation). A banda fez alguns shows para o lançamento do disco “Rock”, foi feita uma boa distribuição do vinil e foram elogiados na revista Bizz obtendo boa crítica nacional com o disco. Por motivos de divergências musicais a banda se desfez cada um seguindo seu rumo musical.

Dos integrantes o que realmente não tenho mais notícias é de Eugênio Sircilli que a última vez que vi foi no final da década de 90 no antigo bar do Jarbinhas perto da Uniube, ele tocando guitarra extremamente bem e fazendo vocal com baixo e batera eletrônicos tirando músicas de bandas como Pink Floyd, AC/DC, Rolling Stones…
Ricardo Moraes mora em Uberaba até hoje depois de ter passado um tempo na Europa, nasceu em 1967 e tem como foco principal na música atualmente o Jazz e a Música Instrumental Brasileira. Ricardo teve contato com a música desde cedo através do convívio com os músicos da banda uberabense Mugstones. Iniciou sua carreira profissional, em 1986, tocando em bandas locais como a banda Kreddo. Gravou, em 1990, o disco ROCK elogiado pela crítica nacional com um trio chamado FOG. Em São Paulo tocando com o grupo JB, participou do circuito do samba paulistano no início dos anos 90. Tocou durante quatro anos com a Banda Edinho Santa Cruz (Banda do Faustão). Morou em Milão na Itália e no bairro cultural chamado Brera, teve a oportunidade de tocar com grandes músicos do cenário jazzista local como Roberto Tarenzi, Alessio Pacifico, Massimo Minardi, Niccolo Cattaneo, Cristhian de Cicco, Gianluca Silvestri, Ivan Segreto, e outros, em uma Jam, na qual fazia parte da banda base. O seu primeiro CD “Andradas 109” composto por músicas instrumentais foi concluído em 2007 com participações de músicos como Victor Cruz (México), Stephan Kurmann (Suíça), Zeca Maretzki, Ezequiel Piaz, Pedro Amuí, Fernando Borges e Pernambuco do Pandeiro (Brasil). No mesmo ano excursionou pela Europa tocando na Itália e Suíça, onde gravou no Jazz Club “Bird’s Eye”, o cd “Ricardo Moraes Quartet live at Bird’s Eye” músicas próprias e de compositores mineiros. Este cd tem a apresentação de Nelson Angelo, e tem na formação Tulio Ricci no sax, Alessio Pacifico na bateria e Davide Logiri no piano, foi lançado em 2008 na Itália. No Brasil além de estar trabalhando como sideman, tem participado também de diversos projetos, entre eles: 50 anos de Bossa Nova, Elétrico Miles (tributo a Miles Davis) além de estar preparando repertório para o próximo ano na Europa.

Eduardo Recife mudou para São Paulo e começou a trabalhar como produtor e trocou a bateria pela guitarra. Logo após mudou-se para Los Angeles (EUA) e já teve trabalho indicado para o 4th Latin Grammy Awards em 2003. Já trabalhou com artistas desde Alexandre Pires a Nine Inch Nails. Ele sempre coloca trabalhos que ele realiza em estúdio à disposição no seu myspace.

Eugênio Sircilli, continua tocando guitarra extremamente bem e fazendo vocal com baixo e batera eletrônicos em Bares, Encontros de Motos e Festivais. Em 2006 ele lançou seu excelente álbum solo intitulado “Madic Words” o qual recebeu ótimas críticas dos veículos especializados. Clique Aqui e confira o sensacional trabalho desse gênio das 6 cordas.


Fonte: rockuberaba.blogspot.com.br



