Maurício Gaia – UOL Música

Raríssimas vezes o Rock conheceu um bandleader como Gene Simmons. Baixista de recursos técnicos modestos, Gene, juntamente com seu sócio Paul Stanley, comanda há mais de 40 anos, com sucesso, a banda Kiss.
Simmons, que completa 65 anos hoje, sempre demonstrou ter um excelente tino para negócios, o que permitiu que a banda sobrevivesse e se reinventasse ao longo das décadas. No começo, a combinação de músicas celebrando festas, bebidas e mulheres e o visual insólito conseguiu atrair a atenção de um público adolescente, que ignorava o rock progressivo ou grandes nomes dos anos 60, permitindo a criação de diversos itens de merchandising da banda: bonecos, HQs, filmes, etc, renderam alguns bocados de dólares para eles.
Quando este modelo começou a dar sinais de esgotamento, além do lançamento de discos fracos, outro tiro certeiro: a aposentadoria das máscaras e a entrada de cabeça no metal farofa oitentista.
Mais tarde, incentivada pela série de acústicos da MTV, a onda do revival se fez forte nos 90, mais outra guinada: a volta das máscaras e dos integrantes originais. E a certeza de vendas de discos e shows marcados pelo mundo todo.
Outra contribuição da banda ao mercado de entretenimento foi incorporar vários elementos dramáticos aos shows: a música é somente mais um dos componentes do espetáculo. Se vem à sua mente nomes como Beyoncé, ou Madonna, acredite, elas também se inspiraram nos shows do Kiss.
Em todos os momentos, Simmons e Stanley deixavam claro: Kiss é um projeto dos dois, somente. Todos os demais integrantes sempre foram peças necessárias para que o sucesso viesse, mas eles eram perfeitamente substituíveis.



