Do G1 Ribeirão e Franca

A Corregedoria da Fundação Casa e a Polícia Civil investigam a morte de um interno de 16 anos em Ribeirão Preto (SP) confirmada no último sábado (16) pelo centro socioeducativo. O fato foi atribuído preliminarmente pela instituição a uma asfixia mecânica ocasionada pela ingestão de um “roll-on” de desodorante, mas a mãe do adolescente alega que a vítima foi encontrada com sinais de agressões por todo o corpo e exige explicações. O Juizado da Infância e Juventude acompanha o caso.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Fundação Casa confirmou no sábado a morte do adolescente que estava internado havia oito meses no centro socioeducativo Rio Pardo, em Ribeirão. De acordo com a unidade, o jovem chegou a ser socorrido pela equipe de enfermagem e levado por uma viatura da Fundação Casa a um hospital, mas não resistiu.
Com base em “informações preliminares”, a instituição informou que o adolescente teria se asfixiado ao ter engolido uma bola de plástico usada em embalagens de desodorante, mas que detalhes só serão dados após o laudo de um exame no Instituto Médico Legal (IML). “A Fundação está oferecendo total apoio e solidariedade à família do jovem”, alegou.
Por outro lado, a mãe do menor, Maria do Socorro, disse que o corpo de seu filho estava repleto de marcas de agressão e não acredita na versão inicial. “Ele estava muito machucado. A cabeça dele estava aberta de um canto a outro. Estava com rosto machucado, marca de agressão nos braços. Não acredito [na ingestão do roll-on], porque meu filho não era de brincar com essas coisas. Como ele pegaria uma bolinha e colocaria na boca, não tem lógica isso, eu quero descobrir o que realmente aconteceu lá dentro para eu poder ficar em paz”, disse.



