
Com um tema bastante conhecido, mas pouco abordado no cinema brasileiro, o longa-metragem “A Estrada 47” foi apresentado com a presença do elenco liderado por Daniel de Oliveira e Júlio Andrade na 42ª edição do Festival de Cinema de Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul. A primeira obra de ficção do cineasta Vicente Ferraz está na competição peloKikito dourado no evento que ocorre na cidade da serra gaúcha.
O enredo acompanha uma esquadra de caçadores de minas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) em 1944, em meio à Segunda Guerra Mundial na Itália. A experiência, segundo os atores, foi memorável. Não apenas pelas circunstâncias, mas também pela dificuldade.
“Foi um filme muito incrível, gostoso de filmar. É um filme especial no coração da gente, sobre brasileiros que estiveram na guerra de verdade. Vicente Ferraz fez um grande filme”, elogiou o ator Daniel de Oliveira em entrevista ao G1.
Por dois meses, a equipe enfrentou uma gélida temporada no Norte da Itália para gravar o longa-metragem. Durante a trama, os soldados tentam sobreviver em meio aos campos de batalha italianos. Na vida real, o maior empecilho foi o frio.
“Principalmente por causa da neve. Cara, tinha neve até o joelho! Eu sou de Belo Horizonte, não estou acostumado com isso. Mas foi interessante estar em outro lugar, fisicamente em outro lugar”, contou o mineiro.
O gaúcho Júlio Andrade, que também faz parte do elenco, concorda. “Nosso maior inimigo lá foi a neve. A gente tinha que parar em alguns momentos porque era muito frio mesmo, congelava”, disse.
Andrade interpretou Paulo Coelho em “Não Pare na Pista”, longa-metragem prestes a estrear nos cinemas brasileiros. Ele vê em “A Estrada 47” um papel diferente de toda a carreira. “Nunca havia atuado em filme de guerra. É coisa de menino mesmo. Na infância, menina gosta de princesa e menino gosta de guerra, de tiro”, brincou o ator. “Mas foi um filme difícil logisticamente de ser feito. O resultado é de uma sutileza muito particular”, completou.
Os dois atores também integram o elenco da novela “O Rebu”, da Rede Globo. Sophie Charlotte, que também está no folhetim, acompanha o namorado Daniel Oliveira na visita a Gramado. O casal foi um dos mais assediados no tapete vermelho.
O Festival de Cinema de Gramado vai até o próximo sábado (16). Ao todo, 44 filmes disputam a mostra competitiva em quatro categorias: longa-metragem nacional, longa-metragem estrangeiro, curta-metragem nacional e curta-metragem estrangeiro.
Longas e curtas-metragens serão exibidos no telão do Palácio dos Festivais, com capacidade para acomodar 950 pessoas. Os ingressos para assistir aos filmes da programação custam R$ 20 e R$ 10 (meia entrada). Para a noite de premiação, no sábado, dia 16, o bilhete custa R$ 100, sem descontos.
Serviço
42ª Festival de Cinema de Gramado
Data: De 8 a 16 de agosto
Onde: Palácio dos Festivais (Av. Borges de Medeiros, 2697)
Quanto: De R$20 (sessão) a R$ 100 (premiação)
Todos os filmes da mostra competitiva
Longa-metragem nacional
“A despedida” (2014), de Marcelo Galvão (SP)
“A estrada 47” (2014), de Vicente Ferraz (RJ)
“A luneta do tempo” (2014), de Alceu Valença (RJ)
“Esse viver ninguém me tira” (2014), de Caco Ciocler (DF)
“Infância” (2014), de Domingos Oliveira (RJ)
“O segredo dos diamantes” (2014), de Helvécio Ratton (MG)
“Os senhores da guerra” (2014), de Tabajara Ruas (RS)
“Sinfonia da necrópole” (2014), de Juliana Rojas (SP)
Longa-metragem estrangeiro
“Algunos dias sin musica” (2013), de Matías Rojo (Argentina/Brasil)
‘El critico” (2014), de Hernán Guerschuny (Argentina)
“El lugar del hijo” (2013), de Manuel Nieto (Uruguai)
“Esclavo de dios” (2013), de Joel Novoa (Venezuela)
“Las analfabetas” (2013), de Moisés Sepúlveda (Chile)
Curta-metragem nacional
“A pequena vendedora de fósforos” (2014), de Kyoko Yamashita (RS)
“Brasil” (2014), de Aly Muritiba (PR)
“Carranca” (2014), de Wallace Nogueira e Marcelo Matos de Oliveira (BA)
“Carta a uma jovem cineasta” (2014), de Luiz Rosemberg Filho (SC)
“Compêndio” (2014), de Eugênio Puppo e Ricardo Carioba (SP)
“Contínuo” (2013), de Carlos Ebert e Odécio Antônio (PB)
“História natural” (2014), de Júlio Cavani (PE)
“La llamada” (2014), de Gustavo Vinagre (SP)
“Max Uber’ (2014), de André Amparo (MG)
“O clube” (2014), de Allan Ribeiro (RJ)
“O coração do príncipe” (2014), de Caio Ryuichi Yossimi (SP)
“O que fica” (2014), de Daniella Saba (SP)
“Se essa lua fosse minha” (2013), de Larissa Lewandowski (RS)
“Sem Título #1: Dance of Leitfossil” (2014), de Carlos Adriano (SP)
Mostra gaúcha
“A pequena vendedora de fósforos” (2014), de Kyoko Yamashita (Porto Alegre)
“Bacon ou rúcula” (2013), de Laércio Leitzke (Porto Alegre)
“Caçador” (2014), de Rafael Duarte e Taísa Ennes (Canoas)
“Casa de Pompas” (2014), de Bruna Fortes e Gabriel Paixão (Pelotas)
“Descompasso” (2014)” de Rodolfo de Castillos Franco (Porto Alegre)
“Domingo de Marta” (2014), de Gabriela Bervian (Porto Alegre)
“Espelhos” (2014), de Diego Tafarel (Santa Cruz do Sul)
“Gildíssima” (2014), de Alexandre Derlam (Porto Alegre)
“Hotel Farrapos” (2014), de Lisandro Santos (Porto Alegre)
“Linda, uma história horrível” (2013), de Bruno Gularte Barreto (Porto Alegre)
“O encontro” (2013), de Fabrício Silva (Porto Alegre)
“O que ficou para trás” (2014), de Pedro Guindani (Porto Alegre)
“O relâmpago e a febre” (2014), de Gilson Vargas (Porto Alegre)
“Os meninos perdidos” (2013), de Giordano Gio (Porto Alegre)
“Servido com candura” (2013), de Tatiane Andréa Enzweiler (São Leopoldo)
“Sioma – O papel da fotografia” (2014), de Karine Emerich e Eneida Serrano (Porto Alegre)
“Diminutivos” (2014), de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes (Porto Alegre)
Via G1




