
A falta de voluntários compromete o avanço de pesquisas científicas na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP). Segundo os pesquisadores, alguns estudos estão parados há um ano, devido à dificuldade em encontrar pessoas interessadas em colaborar com os projetos de graduação e pós-graduação.
A pós-graduanda em clínica médica Priscila Fassini procura dois voluntários para sua pesquisa sobre gasto energético de pacientes com síndrome do intestino curto. A etapa é que resta para terminar o trabalho. Segundo a pesquisadora, o perfil do participante pode ser um dos motivos para a dificuldade em encontrar os voluntários.
Como o trabalho da Priscila, outras pesquisas também estão paradas por falta de voluntários e sem elas não têm descobertas e avanços na medicina, nem surgem novos tratamentos. A fisioterapeuta Eliana Pandochi precisa de 30 mulheres, mas conseguiu apenas oito mulheres para sua pesquisa sobre mulheres, com idade entre 18 e 45 anos, que sentem dor durante a relação sexual.
Segundo Eliana, a maior dificuldade está nas mulheres reconhecerem esse tipo de problema. “Elas têm dificuldade em relatar isso para os ginecologistas, que poderiam encaminhar a paciente para o tratamento, e outro motivo é que a maioria não sabe que existe tratamento para essas dores, que não são normais”, comentou.
O estudo dela é baseado na fisioterapia uroginecológica, que é uma área relativamente nova. “Por isso precisamos de estudos para saber realmente qual é a eficácia da nossa intervenção nos casos de dor coital”, explicou.



