
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) cassou os diplomas do prefeito de Taiúva(SP), Mauro Vicente Bersi (PMDB), e de seu vice, Carlos Roberto Mariano (PV), por suposta compra de votos nas eleições de 2012. A decisão, publicada na última quinta-feira (3), é resultado de ação movida pelo Ministério Público Eleitoral, que recorreu após a Justiça Eleitoral de Jaboticabal (SP) ter julgado improcedente, em abril de 2013, o pedido de cassação dos mandatos. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Por telefone, Bersi e Mariano informaram ao G1 que irão recorrer da decisão e negaram a existência de um esquema de compra de votos durante o período eleitoral.
O processo
Na ação, Bersi e Mariano são acusados de oferecer recursos a eleitores, com o uso de folhas de cheques, além de distribuir alimentos a trabalhadores rurais em troca de votos nas eleições municipais de 2012.
Eles venceram a disputa com 1.671 votos – 42,85% dos votos válidos no município -, pela coligação Participação e Parceria, formada pelos partidos PMDB e PV. O segundo colocado foi derrotado por uma diferença de 62 votos.
Na primeira decisão judicial, em Jaboticabal, publicada em abril de 2013, o pedido de cassação foi julgado improcedente, sob a justificativa de falta de provas. O Ministério Público Eleitoral recorreu da decisão.
De acordo com a sentença do TRE, houve apresentação de elementos suficientes para configurar “captação ilícita de sufrágio dos então candidatos a prefeito e vice-prefeito do município”. A decisão pela cassação dos diplomas ocorreu por maioria de votos – 5 contra 1.
Recurso
Em entrevista ao G1 por telefone, Bersi e Mariano disseram que irão recorrer da decisão assim que a sentença for publicada. “Vamos entrar com recurso de efeito suspensivo para continuarmos no cargo até o julgamento da ação e publicação de nova sentença”, afirmou o prefeito, que negou qualquer tipo de negociação para comprar votos dos eleitores.
“A história de compra de voto é coisa de quem não sabe perder. A pessoa perde e depois da eleição faz as denúncias. Em Jaboticabal, que é na comarca, eu ganhei o processo. A promotoria recorreu, foi para São Paulo. Lá, tem 100 processos por dia para votar. Aí, votaram pela cassação”.
Do G1 Ribeirão e Franca



