
Helen Felumlee tinha 92 anos quando partiu, na noite de sexta, 11 de abril. Seu marido, Kenneth Felumlee, deu o último suspiro na manhã de sábado, 12.
Os oitos filhos do casal disseram à imprensa americana que seus pais eram inseparáveis.
“Não se desgrudaram desde que se conheceram, ainda adolescentes. Eles até preferiram dividir a parte de baixo de um beliche, uma vez que foram viajar e os colocaram em cabines separadas do navio”, conta a filha Susan Felumlee.
“Nós sabíamos que, quando um fosse, o outro iria junto”, disse outra filha, Linda. Ela conta que, assim que os médicos contaram que Helen havia morrido, Kenneth falou para os filhos: “A mamãe morreu.” Ele se prostrou na cama e, dizem os filhos, começou a ir embora aos poucos.
“Ele estava pronto”, diz um deles, Cody. “Ele só não queria deixá-la aqui sozinha.”
“Éramos 24 das pessoas que mais o amavam ao redor do seu leito, lendo suas escrituras prediletas e cantando hinos religiosos”, diz Susan.
O casal se conheceu na cidade americana de Newport, em 1944. Kenneth, que estava a quatro dias de completar 21 anos, ainda não podia se casar pelas leis de então do Estado. “Mas ele não podia esperar”, conta o filho Jim. Então os dois pegaram um trem e foram para um Estado vizinho, onde a idade legal era de 19 anos e puderam dizer sim.
O hábito de viajar nunca desacelerou: depois que todos os filhos estavam criados, o casal Felumlee conheceu todos os 50 Estados americanos de ônibus (menos o Alasca e o Havaí, para os quais tiveram de tomar um avião).
“Ele não gostava de voar porque dizia que do avião você não vê a terra passando, então não tinha a sensação de jornada”, explica o filho Jim.
E o filho termina: “Foi por isso que ele esperou minha mãe ir, porque queria ver a jornada antes de ir ao encontro dela”.



