
brasileiros confundem com o do Instituto de
Pesquisa Econômica. (Foto: Reprodução/
Twitter.com)
Não demorou muito para que virasse piada na internet a retificação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo federal, de que 26% dos brasileiros, e não 65%, como dito anteriormente, concordam inteiramente ou parcialmente com a frase “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.
Feita nesta sexta-feira (4), a correção motivou comentários cômicos de brasileiros. Foi criado até um site parodiando pesquisas apresentando resultados jocosos, como se fossem do instituto: “O Ipea Apurou” (Veja a página aqui).
Muitos brasileiros recorreram ao Twitter para produzir retuítes falsos do perfil no microblog, o @ipea, simulando um pedido de desculpa ou o anúncio do resultado disparatado de alguma pesquisa.
“RT @ipea o importante é que a gente fez o povo refletir”, tuitou um usuário. “RT @ipea 65% de chance que vai ter copa”, escreveu outro. “RT @ipea só a zuera é 100%”, escreveu um outro. “RT @ipea 65% de nossos funcionários não tem ideia do que ipea significa, o restante não trabalha aqui”, afirmou outro.
As frases podem até cumprir sua função cômica, mas são destinadas a provocar o usuário errado do Twitter. O perfil @ipea é, na verdade, de uma turca, chamada Ipek Yavuzer. O G1 entrou em contato, mas ela não respondeu as mensagens até a publicação dessa nota. O perfil utilizado pelo instituto é o @ipeaonline.
A confusão de usuários brasileiros do Twitter não é nova. Durante o começo da novela “Em Família”, a fotógrafa nova-iorquina Helena Price foi confundida com a protagonista da novela por ser dona do perfil @helena. Ela levou na brincadeira e incluiu na descrição do seu perfil que é “astro de novelas”. O mesmo engano ocorre com o perfil @sarney, o que levou sua dona, Sarah Law Wu, a avisar: “Eu não sou José Sarney!”.
A brincadeira com o equívoco do Ipea gerou o site “O Ipea Apurou”. Na descrição, a páginajá diz ao que veio: “95% dos 65% dos 32% das descrições são feitas por 23% da pessoas que não, pera”.
“Não era amor, era”, enuncia um dos gráficos exibidos pelo site. Os resultados do levantamento são: 33% para cilada, outros 33% para ciladas e 33%, para cilada.

Fonte: G1 | Tecnologia e Games



