
Investigadores britânicos concluíram que a última posição do voo desaparecido da Malaysia Airlines foi registrada no meio do Oceano Índico, a oeste de Perth, de acordo com pronunciamento do primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, realizado nesta segunda-feira (24).
Antes disso, dois parentes de passageiros a bordo do avião malaio disseram à CNN que foram convidados a participar de uma reunião em hotel de Pequim, onde autoridades da Malásia já instruíram as famílias.
As notícias chegaram no mesmo dia em que autoridades australianas anunciaram ter descoberto dois objetos no Oceano Índico Sul que poderiam estar relacionados com o voo, desaparecido desde o dia 8 de março, com 239 pessoas a bordo.
Objetos
Segundo a Autoridade Marítima de Segurança Australiana (AMSA), foram encontrados nesta segunda dois objetos que podem ser do avião desaparecido no mar: um de cor cinza e outro de cor laranja. Esses destroços não estão relacionados aos dois objetos avistados anteriormente por uma aeronave chinesa que também participa dos esforços de busca.
Ambas as descobertas estão dentro da área de quase 70 mil quilômetros quadrados no chamado corredor sul, que se estende pelo Oceano índico a partir do território malaio. Um navio da Marinha australiana está na área e tenta localizar os objetos avistados pelas equipes de busca
De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua, investigadores a bordo do avião IL-76 disseram ter avistado dois objetos “relativamente grandes” e vários outros “de cor branca espalhados em um raio de vários quilômetros” no Oceano Índico.
Ao todo, dez aviões estão envolvidos nas buscas no chamado “corredor sul” nesta segunda-feira por possíveis destroços do voo MH370, que partiu de Kuala Lampur, na Malásia, mas nunca chegou a seu destino final, Pequim.
Dois aviões chineses participaram das buscas nas últimas horas a cerca de 2,5 mil quilômetros a sudoeste da cidade australiana de Perth. Dois aviões japoneses P-3 Orion devem se unir à missão mais tarde. Aviões americanos e australianos também fazem parte do grupo internacional de busca aérea e pelo mar no Índico, cobrindo uma área de 68,5 mil quilômetros quadrados. Um navio da marinha australiana já está na região e vários outros chineses também estão a caminho.
Por iG São Paulo – Com CNN, BBC e AP



