
(Foto: Reprodução/EPTV)
Franca (SP) foi a segunda cidade que mais gerou empregos no estado nos dois primeiros meses do ano, atrás apenas de São Paulo (SP), segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira (18). O saldo de contratações em janeiro e fevereiro foi de 5.644 vagas, 11% a mais que no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 5.072 novos postos de trabalho.
A indústria foi responsável pela maior parte dos empregos criados: de acordo com o Caged, o setor contratou 4.785 trabalhadores. Para o presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca), José Carlos Brigagão do Couto, os dados refletem o bom momento enfrentado pelo setor calçadista, principal responsável pela economia da cidade.
Couto explica que a exportação de calçados masculinos cresceu 16,85% em janeiro desse ano, impulsionando a contratação de trabalhadores no setor. “Como Franca não tem concorrência na produção de calçado masculino na América Latina, o mercado interno e externo concentra suas compras na cidade e a demanda das fábricas aumenta”, afirma.
O segundo setor que mais criou empregos na cidade foi o de serviços, com 678 novos postos de trabalho, seguido da construção civil, que abriu 194 vagas em janeiro e fevereiro. O fim do período de contratações temporárias, no entanto, fez o saldo do comércio ser negativo, fechando o bimestre com 46 demissões.
Terceiro lugar
Após um período de oscilação, o setor de construção civil também voltou a crescer, registrando saldo de 1.068 novas vagas de trabalho no primeiro bimestre, ante as 126 no mesmo período do ano passado. A indústria está em terceiro lugar, com saldo de 346 contratações, e comércio em quarto lugar, com 44 novos postos de trabalho.
“A expectativa é que a geração de empregos aumente porque começam as safras, então vai haver contratação na área de agronegócios. Então a perspectiva é de continuidade do crescimento. Pode haver um deslocamento do eixo: ao invés de ficar na área de construção civil e serviços, passar para agronegócios”, detalha a economista.
Em terceiro lugar no ranking estadual, Ribeirão Preto (SP) gerou 3.081 novos postos de trabalho nos dois primeiros meses do ano, crescimento de 67% comparado ao mesmo período do ano passado, quando 1.837 trabalhadores foram contratados. O crescimento foi impulsionado pelo setor de serviços, que gerou 1.595 novas vagas.
Adriano Oliveira
Do G1 Ribeirão e Franca
“Como a indústria está com crescimento mais lento no país e a área de serviços aquecida, isso nos coloca em uma posição no ranking muito melhor que no ano passado”, afirmou a economista Rosalinda Chedian Pimental, explicando que a cidade sempre se destacou pela área de serviços, uma vez que é referência na área de saúde e educação.
“Além disso, podemos perceber um movimento na economia que é geração de empregos chegando a atingir quase o chamado ‘pleno emprego’, ou seja, quem quer trabalhar em determinado nível de salário, consegue contratação”, afirmou Rosalinda.



