
Aos 65 anos, Odair José continua como sempre foi: autêntico. Humilde e rebelde, o cantor gosta de falar de assuntos polêmicos desde os anos 70. Sexo, religião e drogas já lhe renderam brigas nos anos da ditadura militar.
— Nos anos 70, eu tive vários problemas por conta das minhas letras e dos meus pensamentos. Eu sempre fui um cara da noite, toquei em bares, boates… E também conheci muitas prostitutas. Eu amo as prostitutas e acho que elas são a alegria do mundo. E, como havia muita hipocrisia da sociedade, minhas letras eram censuradas. Tive muita dificuldade em lançar alguns discos.
Odair José está entre os lançamentos de CDs; veja
Hoje, Odair foi redescoberto por um público bem mais jovem. E artistas de diferentes gerações e gêneros também têm cultuado o compositor. Na lista de fãs ilustres, estão Otto, Arnaldo Antunes, Mundo Livre, Zeca Baleiro, Cidadão Instigado e Pato Fu.
Para o R7, o cantor goiano disse que os internautas escreveram outro capítulo em sua carreira.
— A internet ajudou com que os jovens me descobrissem. Eles baixaram meus discos antigos, me viram no YouTube.
Recentemente, a gravadora Universal lançou pela primeira vez em CD quatro discos essenciais de Odair José. O box Quatro Tons traz Assim Sou Eu… (1972), Odair (1973), Lembranças (1974) e Odair (1975). Entre os hits espalhados pelos álbuns, estão pérolas como Essa Noite Você Vai Ter que Ser Minha, Deixe Essa Vergonha de Lado, Cadê Você?, A Noite Mais Linda do Mundo (Felicidade) e, claro, o clássico da MPB Uma Vida Só (Pare de Tomar a Pílula).
— O box é uma oportunidade dos novos fãs e da crítica conhecerem o meu trabalho. Tenho orgulho dos meus discos e não acho justo que qualquer pessoa ganhe o rótulo de brega.
Fonte: R7



