
O lendário grupo Earth, Wind & Fire está lançado um novo álbum de estúdio, chamado “Now, Then & Forever”, oito anos após o lançamento do indicado ao Grammy, “Illumination”.
Há quase 45 anos fazendo fusão com diversas vertentes de música negra e para sempre reconhecida pelos diversos sucessos calcados no funk e soul que explodiram na década de 70, como “September”, “Devotion” e “Shining Star”, a banda novamente mostra que não pretende perder a pegada tão cedo.
“Now, Then & Forever” é o 21º disco que o grupo lança e também marca o primeiro trabalho de estúdio sem o vocalista e membro fundador, Maurice White. No entanto, seu irmão, baixista e também fundador, Verdine White continua. Se tem uma coisa que sempre foi absurdamente boa e característica no EWF é o contrabaixo. As linhas são sempre maravilhosas e, mesmo as mais simples, ganham imenso espaço e enriquecem as canções com timbre perfeito.
Isto dito, o novo disco realmente não deixa a desejar e é repleto de groove. E mesmo sem Maurice, um dos vocalistas mais antigos da banda deu conta do recado: Philip Bailey. Com a voz tão boa como sempre, o que é louvável, pois o cantor tem hoje 62 anos, ele presenteia nossos ouvidos com seus conhecidos falsettos e alcança uma nota altíssima na faixa mais R&B, “Guiding Lights”. Já na canção de abertura do CD, “Sign On”, que já embala o ouvinte com o bom e velho groove, que segue na mais ‘feelgood’ “Love Is Law”.
O Earth, Wind & Fire nunca foi só dance boogie ou funk ou R&B, e neste álbum traz dois momentos de destaque pela variedade musical: “Splashes”, uma espécie de trip jazz, cujos destaques estão na bateria, no sax e em suas esporádicas vocalizações. O outro momento fica por conta de “Belo Horizonte”, sim, assim em português mesmo. É uma curta bossa nova jazz, instrumental, com muita percussão brasileira.
Eis que o boogie se mostra vivo em “My Promise”, com os metais, backing vocals e recheado com todos os elementos que te causam o efeito Earth, Wind & Fire: vontade de dançar. “Night Of My Life” faz parecido e nos leva de volta aos anos 70 em um boogie-funky-dance music, porém com a adição de uma guitarra mais pesada. Também com canções mais joviais, como “Dance Floor”, “Now, Then & Forever” cumpre seu título de bom trabalho feito no passado e no presente, e deixa a promessa de durar eternamente.
Fonte: Território da Música | Katy Freitas



