
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca (SP) identificou três suspeitos de integrarem uma quadrilha de estelionatários que aplicava golpes no comércio do município. Segundo o delegado Wanir José da Silveira Junior, os suspeitos são acusados de abrir três empresas falsas com documentos de pessoas já falecidas e usar o CNPJ para fazer compras e não pagá-las. O golpe, segundo a polícia, pode chegar a R$ 200 mil.
Dois dos três homens foram indiciados e devem responder ao processo em liberdade. O terceiro suspeito ainda não foi localizado. A Polícia Civil contabilizou ao menos oito vítimas dos golpistas.
De acordo com as investigações, os alvos da quadrilha eram, principalmente, lojas de móveis e materiais de construção. Os objetos comprados teriam sido usados na reforma de uma chácara situada na Rodovia Felipe Calixto, entre Franca e Ribeirão Corrente (SP). Uma transportadora do Distrito Industrial foi um dos estabelecimentos onde o grupo aplicou o golpe.
Imagens das câmeras de segurança do local mostram dois homens estacionando um veículo no pátio da empresa. Um deles vai até o escritório e assina um comprovante de retirada de quatro pneus. A dupla, no entanto, vai embora da transportadora com 12 unidades do material

Outra loja, no bairro Cidade Nova, também foi vítima dos estelionatários. Segundo a vendedora Patrícia Amanda Garcia, os golpistas pediram um orçamento para a compra de cadeiras e um armário de ferro. “Eles fizeram um orçamento e dois dias depois a pessoa ligou avisando que um funcionário viria pegar os móveis orçados. Fizemos um boleto de venda, como fazemos para todos os clientes. Esse funcionário veio, levou as mercadorias, só que o boleto não foi pago”, diz.
Amanda tentou entrar em contato com a empresa na data do vencimento do boleto. O funcionário que atendeu a ligação alegou que não tinha envolvimento com o responsável pela firma. A vendedora resolveu então procurar os clientes no endereço da empresa. “Chegando lá a gente constatou que não existia empresa, que não tinha nada. Os vizinhos nos avisaram e em seguida já fizemos um boletim de ocorrência. Um mês depois a polícia solucionou esse caso pra gente”, diz.
Os móveis e mais objetos de outras lojas foram recuperados pela polícia na casa de um dos suspeitos. A Polícia Civil ainda investiga se o grupo agia com mais pessoas e tenta localizar outras vítimas. “Temos como certa a participação de pelo menos três pessoas e pelo menos oito vítimas. Aguardamos outras informações com as quais poderemos até verificar mais vítimas ou pessoas em conluio com essas três”, conclui Silveira Junior.
Do G1 Ribeirão e Franca



