
sargento da PM e especialista em segurança
pública (Foto: Cláudio Oliveira/EPTV)
A tendência de aumento dos casos de furto em cidades pequenas está relacionada ao descuido dos moradores com medidas de segurança. Essa é a afirmação do sargento da Polícia Militar Manoel Ferreira, especialista em segurança pública pelo Ministério da Justiça.
Os dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo comprovam que entre janeiro e agosto os furtos em municípios com até 35 mil habitantes cresceram na região de Ribeirão Preto (SP), em relação ao mesmo período do ano anterior. É o caso de Barrinha (SP) e Cajuru (SP), que registraram, respectivamente, 233 e 160 ocorrências do tipo, contra 179 e 147 casos no mesmo período de 2012. Em Dumont (SP), foram 39 furtos esse ano, contra 30 no ano passado.
“A violência existe em todo lugar. O que os agressores precisam e o que eles procuram são as facilidades. A pessoa tem em mente que mora em uma cidade pacata, por isso vacila. Isso é um prato cheio para quem quer cometer um crime”, afirma o sargento.
Ainda segundo Ferreira, o que mais prejudica a segurança do morador é o excesso de autoconfiança de que nada de ruim pode acontecer ao seu redor. “As pessoas ainda têm muita fé naquilo que acham correto. Deixam a porta aberta porque nunca aconteceu nada, mas pode vir a acontecer. É o excesso de confiança que compromete a segurança”, diz.

Mudança de hábitos
Na lista das pequenas cidades que registraram aumento de furtos, Cravinhos(SP) somou 213 casos entre janeiro e agosto, contra 201 ocorrências no mesmo período do ano passado. Vítima dos ladrões no antigo imóvel em que morava, uma dona de casa – que preferiu não se identificar – conta que instalou cercas elétricas e câmeras de segurança assim que se mudou para a nova residência, no bairro Jardim das Acácias
Os ladrões, porém, não se intimidaram e tentaram invadir o imóvel há quatro meses. Foi o aparato de segurança que evitou o furto: a dona de casa viu pelas câmeras que um homem tentava abrir o portão e chamou a polícia. “A gente tem que se prevenir. Antigamente era mais tranquilo, eu deixava tudo aberto, a chave do carro na ignição. Hoje, não dá mais para ser assim.”
Do G1 Ribeirão e Franca



