
Policiais civis de diferentes cidades da região de Ribeirão Preto (SP) se reuniram na Praça XV de Novembro, no Centro de Ribeirão, para reivindicar melhores condições de trabalho. Com cartazes e apitos, a categoria reclamou ao governo estadual melhorias na estrutura, melhores salários e aumento no número de funcionários nas delegacias para tornar mais efetivo o combate ao crime. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) informou que está aberta a negociações com os policiais.
O protesto, que faz parte de um movimento realizado em outras cidades do Estado e denominado Operação “Blecaute”, paralisou os serviços das 10h às 15h em delegacias de Ribeirão Preto, que só atenderam flagrantes nesse período. A manifestação pacifica teve adesão de entidades como o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) e a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp).
“A Polícia Civil paulista não tem qualquer condição de realizar o seu trabalho, e a culpa não é dos policiais. A culpa é do governo que não estrutura a Polícia Civil para que possa fazer as investigações. Os policiais querem, mas infelizmente o governo não nos dá condições de trabalho”, afirmou George Melão, presidente do Sindpesp.
Segundo ele, o número de profissionais que trabalham nas delegacias paulistas é o mesmo de 1994 e os prédios estão em condições precárias. “Não temos equipamentos a contento, equipamentos de ponta, não temos delegacia com estrutura de delegacia, ou seja, prédios que não possuem qualquer condição de abrigar uma unidade policial. Se o Governo de São Paulo não acordar vamos à falência.”
A falta de condições de trabalho têm levado muitos policiais civis a desistirem da carreira ou se mudarem do Estado, de acordo com Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo. “Depois de 20 anos de sucateamento, pouco restou do policial civil. Desmotivado, desvalorizado, totalmente esquecido e o resultado quem paga é a sociedade. Em São Paulo, a cada dez dias um delegado abandona a carreira. Ou ele vai para outra carreira jurídica ou vai para outro Estado ser delegado de polícia”, disse.
Governo do Estado
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo comunicou, em nota, que está empenhada em negociar com os policiais e informou que nos últimos dois anos eles tiveram reajuste salarial e inclusão de benefícios.
Do G1 Ribeirão e Franca



