O “Encontro com Fátima Bernardes” desta segunda priorizou o futebol. Falou-se muito de Seleção Brasileira, claro, mas a conversa acabou esbarrando em outro tema da moda: as manifestações populares pelo país. O apresentador da edição paulista do “Globo Esporte”, Tiago Leifert, falou sobre o assunto, bem como Luciano Huck e Carlinhos Brown, convidados do “Encontro”.

“Eu estudei nos Estados Unidos, morei lá um tempinho e quando você quer se manifestar nos Estados Unidos, você vai até a prefeitura e avisa. Ah, onde você vai se manifestar? Eu vou fechar a avenida. Não, você não vai fechar avenida. Você vai ficar na calçada”, contou ele.
“Eles entendem que a rua é pra ambulância, é pra polícia. Você não pode perder a sua casa num incêndio porque o bombeiro não chegou porque fecharam a avenida. É assim que entendem as manifestações”, explicou, Leifert, aparentemente contrário à iniciativa dos manifestantes de fecharem o trânsito durante as suas reivindicações.
Carlinhos Brown foi além na discussão do tema e, embora tenha dito ser a favor dos “desejos das pessoas”, ele se disse contrário ao que chamou de “bagunça e destruição do trabalho dos outros”, durante sua participação no “Encontro”.
“As manifestações são condizentes com os desejos das pessoas. Eu compactuo com os desejos das pessoas, mas também protesto e sabe por quê? Vou protestar de costas. Eu fico de frente é para quem se manifesta. Pra quem bagunça, essas pessoas que vão quebrando, destruindo o trabalho dos outros, meu pai, seu irmão que tem negócios, isso não tem a ver com o nosso desejo de mudança”, declarou.
“Nós precisamos nos respeitar. Precisamos é de progresso moral. É na alma que a gente precisa rever isso”, acrescentou.
“Eu concordo 100% com o que o Brown falou. Ontem [próximo ao Maracanã, palco da final da Copa das Confederações], tinha um bando de gente mascarada, de preto, querendo enfrentar a polícia. Isso pra mim não é manifestação, é bandidagem, vandalismo e eu não compactuo”, disse o apresentador do “Caldeirão do Huck”, para depois ponderar: “agora, a mobilização popular, de ir pra rua, de fechar a rua, mesmo, de ir e verem que o povo tem voz, acho fundamental.”
Por Rogerio Jovaneli | TV Esporte Blog



