O expediente nem havia terminado nesta quinta-feira (20), quando os lojistas começaram a fechar as portas às pressas com medo de depredações, já que os primeiros manifestantes faziam muito barulho na praça central de Sertãozinho (SP). Ao contrário do que era esperado, no entanto, o protesto em apoio ao ato nacional registrou poucos problemas, reunindo cerca de 4 mil pessoas – a maioria jovens -, segundo levantamento da Guarda Civil Municipal (GCM).

Todos os acessos às ruas Barão do Rio Branco e Aprígio de Araújo, que seria o principal trajeto do grupo, estavam interditados a partir das 17h30 para evitar tumulto, medida que também não surtiu efeito, já que os manifestantes decidiram mudar a programação na última hora. Ao invés de retornar para a Praça Vinte e Um de Abril, o grupo seguiu da Rua Expedicionário Solano para a Avenida Antônio Paschoal.
Durante quase quatro horas, os participantes gritaram palavras de ordem, entoaram o Hino Nacional e cantaram músicas de bandas de rock dos anos 80, como Legião Urbana e Barão Vermelho. Nos cartazes, pedidos de “Passe Livre” em Sertãozinho e críticas às recentes construções de um pórtico e de uma estátua do Cristo Redentor na entrada da cidade. A Copa do Mundo e a tramitação da PEC 37 – Proposta de Emenda à Constituição que limita a atuação do Ministério Público – também foram alvo de críticas.
Confusão
O grupo também protestou em frente ao prédio da Prefeitura e da Câmara, quando os manifestantes, sentados na calçada, gritaram palavras de ordem como “Vamos trocar os governantes”. Alguns jovens chegaram a jogar sacos de lixo e caixas de papelão contra o prédio do Legislativo, mas foram repreendidos pela maioria que gritava “Violência, não”. Guardas civis chegaram a se posicionar em frente à porta da Câmara para evitar depredação.
Princípios de confusão também foram contidos pelos próprios manifestantes no momento em que uma bomba explodiu em frente a uma escola municipal e também quando um grupo tentou apedrejar uma loja de conveniência de um posto de combustível. A GCM não interviu nos dois casos e não houve registro de feridos.
Por volta de 23h, cerca de 100 pessoas ainda caminhavam pela Avenida Antônio Paschoal, próximo ao cruzamento com a Avenida Egistro Sichieri, carregando cartazes e cantando o Hino Nacional. A maioria dos manifestantes, porém, já havia se dispersado.
Do G1 Ribeirão e Franca



