
as aulas nesta terça (Foto: Antônio Luiz/ EPTV)
A greve dos professores de São Paulo deve fechar 30 das 66 escolas estaduais em Ribeirão Preto (SP) nesta terça-feira (23), estima o coordenador regional do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Mauro Inácio. A categoria, que iniciou as paralisações nesta segunda-feira (22), pede aumento salarial de 36,74%, além de melhorias em segurança nas instituições de ensino. O Estado alega que já enviou projeto na Assembleia Legislativa para reajustar a remuneração e que trabalha para melhorar as condições de trabalho dos professores.
A mobilização em outras 13 cidades da região representadas pelo sindicato, como Pontal (SP), Cajuru (SP) e Sertãozinho (SP), chegou a 10% dos professores nesta segunda-feira, de acordo com o sindicalista. “Na região, o índice ainda é fraco. Estamos em processo de discussão”, disse.
Além dos docentes, o coordenador afirma que a paralisação conta com apoio de pais e alunos e até agora transcorreu sem confrontos. “A paralisação é pacífica, inclusive com apoio total dos alunos que estão com a mesma reivindicação nossa, que é ter qualidade de ensino. A tendência é aumentar esse movimento, porque a população entende a necessidade. A situação das escolas é muito crítica”.
Mauro Inácio confirmou que um grupo de professores da região integrará uma marcha em Brasília (DF) na quarta-feira (24) e fará uma mobilização na quinta-feira (25), às 18h, em frente à Câmara Municipal de Ribeirão. Na sexta-feira (26), os professores pretendem participar de uma assembleia da categoria em São Paulo, para definir se a greve será interrompida.
Estado
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação considerou “mentirosa” a campanha da Apeoesp e informou que a valorização dos professores está entre as prioridades do governo. Segundo a pasta, foi encaminhado na semana passada à Assembleia Legislativa um projeto de lei para conceder um aumento salarial de 8,1% que eleva de 42,2% para 45,1% o reajuste escalonado até 2014.
A secretaria também comunicou que ainda neste semestre serão concluídos planos de carreiras do magistério, para melhorar as condições de trabalho dos professores. “A atual gestão está permanentemente à disposição para o diálogo com as entidades sindicais, mas não abre mão de trabalhar também, e sobretudo, diretamente com seus próprios profissionais comprometidos com o avanço da qualidade de ensino. E é justamente esse legítimo diálogo direto que a Apeoesp tenta, em vão, prejudicar”, informou.
Rodolfo Tiengo
Do G1 Ribeirão e Franca



