O promotor de Justiça Roberto Tardelli criticou nesta sexta-feira (16) a presença da Polícia Militar na favela do Adelino Simioni, em Ribeirão Preto. A PM está no local sob o argumento de que o bairro é o principal ponto de tráfico de drogas da cidade.
Até agora, no entanto, a polícia não apreendeu nenhuma quantidade expressiva de drogas nem prendeu nenhum traficante ou suspeito de ter envolvimento com a onda de violência que matou cinco pessoas e feriu outras 14 no mês passado.
O promotor foi irônico: “Se continuar lá, a PM vai apreender mais uns quatro baseados…” Para Tardelli, o bloqueio policial não deu mostra de prejudicar o tráfico.
“O traficante continua fazendo seus negócios.”
Moradores do bairro reclamam de um suposto toque de recolher e da exigência, feita pelos PMs, de pontos comerciais apresentarem alvará para funcionar. A PM não se manifesta.
Na entrevista, concedida à EPTV, Tardelli afirmou que a onda de violência é o resultado de omissões da polícia em relação aos criminosos.
Ele citou como exemplo a presença de celulares nos presídios, que comparou a escritórios de negócios, dos quais os chefes de quadrilhas comandam suas atividades.
Fonte: Ribeirão Preto Online



