A Polícia Militar informou que deixará de fiscalizar o trânsito de Ribeirão Preto em dez dias, por falta de tempo hábil para renovar convênio com a Prefeitura de Ribeirão Preto e a Transerp. O major Luiz Henrique Usai diz que houve descaso da administração na negociação.
Ele cita como exemplo que nenhum representante da empresa de trânsito compareceu à reunião agendada com a PM, no Palácio Rio Branco, na última segunda-feira, para discutir cláusulas do acordo.
Sem um novo contrato, a PM vai parar de aplicar ao menos três mil infrações municipais ao mês, como por excesso de velocidade ou parada em local proibido, a partir de 6 de junho.
Após a data, os policiais vão autuar o condutor apenas em questões relativas ao Estado, como falta ou vencimento de licenciamento ou habilitação e condição do veículo.
A Transerp afirma, em nota, que entende a importância da parceria com o Estado na fiscalização do trânsito, mas não explica como pretende proceder sem o convênio.
O major Usai diz que houve descaso da administração. “A reunião era para acertar detalhes, como a contrapartida por parte da prefeitura, que hoje ela não fornece nada.”
Usai diz que teme que o trânsito fique caótico sem a fiscalização por parte dos PMs. “Se alguém estacionar em local proibido na frente dos policiais, ele não poderá fazer absolutamente nada. Se multar, não terá validade.”
Se hoje a Transerp mantém apenas 44 marronzinhos para fiscalizar o trânsito, com o convênio há um apoio de 250 PMs, por turno. O contrato, se for assinado, deve ter validade de cinco anos.
Outro lado
Por meio de assessoria de imprensa, o superintendente da Transerp, William Latuf, limitou-se a dizer que entende a importância da parceria com a Polícia Militar na fiscalização do trânsito.
“Nesse sentido, a administração municipal está tratando a renovação do convênio para tal finalidade com a Secretaria de Segurança Pública. Ao mesmo tempo, está sendo programada reunião com representantes do comando local da Polícia Militar”, afirma Latuf, por meio de nota.
Entretanto, Latuf não respondeu aos questionamento da reportagem, como por que ele não compareceu à reunião da última segunda-feira.
Ele também não explicou sobre como ficará a fiscalização do trânsito sem o apoio dos policiais a partir do dia 6. Ficaram sem respostas questões se havia conhecimento do final do convênio e da contratação de marronzinhos.
Fonte: EPTV.com



