Mais três gatos foram encontrados mortos na tarde deste domingo (15), no Morro de São Bento, durante protesto contra o envenenamento de animais no local. Com esses, chega a 48 – incluindo quatro gambás e um cachorro – o número de envenenados com “chumbinho” no Jardim Mosteiro desde 8 de maio.
Em clima de luto e revolta, mais de 200 pessoas participaram da manifestação encabeçada por representantes de entidades de proteção animal da cidade – AVA (associação Vida Animal), Projeto Murilo Pretinho e ONG Cãopaixão.
Por meio de cartazes e megafones, os participantes pediram pela proibição da venda de “chumbinho” e do abandono de felinos, além de reivindicar pelo controle populacional através da castração e por mais segurança no local. Flores e velas foram depositadas onde tinham sido encontrados os restos da comida envenenada que exterminou os felinos. “É uma vergonha uma cidade chamada de capital da cultura ter uma cena como essa”, afirmou a presidente da ONG Cãopaixão, Ana Cláudia Garcia Vicente.
A “omissão do município”, segundo alguns cartazes, foi a reclamação vigente. De acordo com a representante da OAB, Sandra Maria da Silva, em 2006 a AVA (Associação Vida Animal) retirou todos os gatos abandonados do Morro de São Bento esperando, como contrapartida da prefeitura – então comandada por Welson Gasparini –, a vigilância através de câmeras e guardas municipais para que se evitasse o abandono de animais.
O acordo, segundo Sandra, não foi cumprido. “A prefeitura fez a fiscalização com guarda municipal por dois meses e parou. Não houve a contrapartida. Se houvesse fiscalização não aconteceriam novos abandonos nem ocorreria essa chacina”, disse.
A autoria do extermínio dos gatos ainda é investigada pela polícia. A confirmação de que os animais foram envenenados veio através do veterinário do zoológico de Ribeirão Preto, César Branco, após análise no Centro de Controle de Zoonoses.
Fonte: EPTV.com



