Salários atrasados, leitos vazios, e longas filas à espera de atendimento. O corte de verba da prefeitura para hospitais e entidades assistenciais causa transtorno na saúde de Ribeirão Preto. Quem sofre com as mudanças são os pacientes.
Na Beneficência Portuguesa, os funcionários estão com salários atrasados. Muitos médicos estão sem férias e parte do décimo terceiro ainda não foi paga.
“Todo mês é essa luta pelo equilíbrio e no fim do ano há este problema sério, porque aumentam as despesas”, diz o diretor do hospital, José Victor Nonino.
No lar Francisco de Assis, que há mais de trinta anos atende pacientes em fase terminal, dezessete funcionários já foram dispensados. Vinte e cinco leitos estão vazios e 80 pessoas estão na fila de espera por falta atendimento. O Conselho Municipal de Assistência Social disse que o hospital não cumpre os requisitos exigidos pela entidade e por isso a verba mensal de R$ 3 mil foi cortada.
Ao todo, seis entidades assistenciais estão com problemas para receber os repasses. A prefeitura diz que os problemas começaram depois de uma mudança na lei. Uma reunião foi agendada para a próxima segunda-feira (20), para discutir o assunto.
“Todas que eram cadastradas recebiam pela assistência social. O governo federal entendeu que não deveria ser assim. Cria um desconforto momentâneo, mas as entidades que prestam um excelente trabalho vão se adequar”, explica o secretário da Casa Civil, Luchesi Júnior.
Fonte: EPTV.com



