O menino Gustavo Henrique Schaeffer Rodrigues, de 8 anos, que morreu com um tiro da pistola do pai, no final da tarde de sábado (19), no bairro Cohab, em Serra Azul, municiou a arma que estava descarregada, segundo o delegado da cidade, Rodrigo Salvino Pato.
O delegado instaurou inquérito de homicídio culposo e omissão de guarda de arma de fogo. Ele deverá começar ouvir as testemunhas nesta segunda-feira (22), mas falou informalmente com o pai e a mãe da vítima, no sábado. Os dois são agentes penitenciários e estavam trabalhando quando houve os disparos.
O irmão de 11 anos de Gustavo, que estava com ele em casa, não foi ouvido por estar em estado de choque. O delegado afirmou que ainda não sabe quando ele será ouvido, antes deverá ser avaliado por uma psicóloga da prefeitura sobre suas condições de depor. Ele também deverá ter acompanhamento psicológico.
Segundo Salvino Pato, a arma foi guardada descarregada em cima do armário de roupas, longe da munição, que estava colocada no bolso de um casaco, e do carregador, escondido atrás de uma caixa de sapatos.
Segundo a Polícia Militar a arma, uma pistola semi-automática calibre 380, era registrada, mas estava guardada em casa porque o porte de armas do pai do garoto estava vencido desde 9 de novembro e a renovação já tinha sido solicitada.
Disparos
De acordo com os primeiros depoimentos, os disparos foram feitos quando o irmão mais velho, de 11 anos, tentou tirar a arma da mão do caçula. Foram efetuados dois tiros, segundo a polícia, um atingiu o teto da garagem e outro o queixo do garoto. Os dois estavam sozinhos em casa.
O socorro foi chamado pelo irmão da vítima, que telefonou para a Unidade Mista de Saúde informando que o caçula havia sido baleado. De acordo com a atendente, que não quis se identificar, o menino disse que o irmão tinha sido vítima de uma bala perdida.
“Quando ele ligou da primeira vez, uma colega atendeu e achou que era trote, mas como ele deu o endereço completo, resolvemos investigar. Nesse intervalo, ele ligou novamente e eu atendi. Ele estava desesperado e não queria que eu desligasse o telefone, pediu várias vezes para que eu não desligasse e ficasse conversando com ele”, conta a atendente.
Quando o socorro chegou até o local, o menino já estava morto, no chão da garagem. O delegado afirmou ter indícios de que ele foi baleado na sala da casa e levado até a garagem pelo irmão, com a ajuda de uma irmã de 15 anos e da avó, provavelmente na tentativa de socorrê-lo.
O corpo do menino foi enterrado no cemitério da cidade, na tarde deste domingo.
Fonte: EPTV.com



