No dia em que um grupo de empresários anunciou um investimento de R$ 1 bilhão, que resultará na construção de dois mil imóveis (residenciais e comerciais) na zona sul de Ribeirão Preto, uma questão vem à tona: a cidade está preparada para este crescimento? Um dos principais problemas é o trânsito e, numa espécie de contra-ataque, a prefeitura também apresentou nesta quarta-feira (10) um projeto de prolongamento da Avenida João Fiúsa até o distrito de Bonfim Paulista e uma transposição entre as avenidas Fiúsa e Presidente Vargas.
“Isso (construção de novos prédios aumenta população, demanda de rede água e esgoto, e principalmente, área de transporte. Há necessidade dos veículos estarem abrigados nesta unidades. E quando saem, estão aonde? Na rua”, opina o arquiteto Mauro de Castro Freitas, conselheiro da Comissão Municipal de Urbanismo.
Ribeirão Preto é a cidade com o maior número de veículos por habitante no interior do Estado de São Paulo, com um veículo a cada 1,5 habitante. Somente de janeiro a outubro, 22 mil novos carros (sem contar caminhões e motos) foram para as ruas da cidade.
A aprovação de projetos para obras em Ribeirão cresceu 45% nos primeiros dez meses do ano. Foram aprovados pela prefeitura 3.773 projetos de construção, ampliação ou reforma de residências ou prédios comerciais. No mesmo período do ano passado, foram 2611 aprovações.
Área de maior expansão na cidade e onde os prédios serão construídos, a zona sul, não por acaso, cocentra o maior congestionamento de veículos. As obras projetadas pela prefeitura ainda não tem custo estimado e previsão para começar, mas o secretário de planejamento da prefeitura, Fernando Piccoli, diz que a melhora será significativa.
“O congestionamento entre estas grandes duas avenidas (Fiúsa e Presidente Vargas), reduziria em 70%”.
O investimento imobiliário terá investimento imediato de R$ 130 milhões e previsão de geração de 15 mil empregos. O projeto total será concluído em 20 anos.
“Qual que é a ideia? De que a gente consiga fazer a descentralização da cidade. O público que vai morar na região vai começar a usufruir e trabalhar nos próprios recursos da região, evitando o fluxo na cidade”, diz o diretor comercial de uma das construtoras envolvidas no negócio, Rodrigo Villas Boas.
Fonte: EPTV.com



