Esse ano, o Brasil recebeu alguns dos nomes mais expressivos do rock internacional. Desde veteranos como Metallica, AC/DC e Rush até o pessoal mais novo que encabeçou o festival SWU (Kings of Leon, Rage Against The Machine e Queens of Stone Age), teve de tudo para todos os gostos.
Sete décadas
Porém, o show do ano é de um velhinho de quase sete décadas de vida que ainda emociona pais, filhos e netos. Trata-se de ninguém menos do que Paul McCartney, o homem que, ao lado do amigo John Lennon, fundou a banda mais influente de todos os tempos.
Quase vinte anos depois de ter se apresentado no país, o bom e velho Macca, como é conhecido em sua terra natal, faz três shows no Brasil. Primeiro no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, no dia 7 de novembro, e depois será a vez do Morumbi, em São Paulo, receber o músico nos dias 21 e 22 de novembro.
Ingressos esgotados
Na verdade, o ex-Beatle tinha marcado inicialmente apenas uma apresentação na capital paulista, mas a procura foi tão grande que foi marcado um segundo show.
Mesmo assim, os ingressos se esgotaram em poucas horas. As entradas comercializadas pela internet foram vendidas em minutos.
Sorte de quem atravessou a madrugada para conseguir seu lugar. Fãs como o biólogo e psicanalista Luís Fernando Souza Pinto que, para conseguir as duas entradas para a pista simples no primeiro dia de show, ficou plantado em frente ao computador na madrugada do dia 15 de outubro. De acordo com Luís, o esforço valeu a pena.
“Esse show dele está muito bom. São três horas de música e o velho está em forma. Muita ‘guitarreira’ e bateria pesada. Nem se compara com aquela banda ruim que ele se apresentava nos anos 1980”, garante.
Beatles
Luís, de 31 anos, é fã dos Beatles e acredita que Paul foi o grande compositor da banda inglesa. Superando até mesmo o rebelde John Lennon, considerado por muitos o verdadeiro gênio do grupo.
Porém, o psicanalista diz que a carreira solo de Paul não se compara ao período em que o músico integrava o Fab Four.
“Não tenho muita afinidade com a carreira solo dele. Não é mais aquele ‘hitmaker’ da época dos Beatles”, afirma.
Já o biólogo Caio Moreira, 26 anos, diz que Paul está em terceiro na lista dos favoritos entre os integrantes da banda inglesa.
“Gosto mais do John, depois do George [Harrison] e finalmente o Paul, que sempre achei meio almofadinha”, comenta.
Um na mão que dois voando
Porém, antes um Beatle na mão do que dois voando. John e George já morreram e o baterista Ringo Star, apesar de todo o carisma, nunca foi um grande compositor. O jeito é se contentar com Paul.
“Pelos shows que vi [pela internet], ele toca muita coisa dos Beatles. Então, é uma grande chance de reviver aquelas músicas”, argumenta Caio, que diz gostar mais da fase psicodélica do grupo, que teve início em 1966 com o disco “Rubber Soul”.
Família inteira
Caio também comprou ingressos para o primeiro dia de show em São Paulo e, praticamente, para a família inteira. O que inclui a mãe e as duas irmãs. Só o pai não vai. “Ele adora Beatles, mas não gosta de shows em estádios”, diz Caio.
Fonte: EPTV.com



