
cofres públicos (Foto: Milena Áurea/Jornal A CIdade)
O pastor e vereador de Ribeirão Preto (SP) Saulo Rodrigues (PRB) foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por crime de estelionato devido à participação no esquema que ficou conhecido como ‘Máfia das Ambulâncias’. Segundo a sentença, Rodrigues terá que devolver R$ 500 mil aos cofres públicos. O parlamentar poderá recorrer da decisão em liberdade.
Por telefone, o G1 procurou a advogada de Rodrigues, mas ela não atendeu às ligações. O vereador não foi encontrado para comentar o assunto.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), na época, Saulo Rodrigues era dirigente da Associação Beneficente Cristã (ABC) – entidade civil sem fins lucrativos, vinculada à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) -, que firmou quatro convênios com o Ministério da Saúde por meio de emendas parlamentares para efetuar a compra de equipamentos de saúde em empresas, utilizando licitações fraudulentas, a preços menores que o descrito. A diferença em dinheiro era repartida entre os integrantes do esquema.
O vereador foi condenado por crime de estelionato em dois desses convênios, firmados em dezembro de 2004 e maio de 2005. O juiz da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, Ali Mazloum, afirma nos autos de conclusão que Rodrigues agiu passivamente e tinha pleno conhecimento do que ocorria na ABC, permitindo que pessoas estranhas, indicadas por parlamentares, atuassem na elaboração dos processos de fraude e como mandatários da entidade perante órgãos públicos.
O MPF aponta que mesmo não prestando atendimento na área da saúde, a ABC recebeu em uma das emendas R$ 120 mil para comprar uma ambulância e, em outra, R$ 240 mil para a aquisição de unidades móveis equipadas. De acordo com o juiz, a licitação era parte do esquema apenas para parecer uma atividade legal, mas com finalidade de enganar a administração pública e obter vantagens econômicas indevidas.
Os desvios feitos pela Máfia das Ambulâncias geraram prejuízos da ordem de R$ 2,5 milhões aos cofres públicos, segundo o juiz.
Taiga Cazarine
G1 Ribeirão e Franca




