
Neste ano, o governo licitou 5,3 mil quilômetros de rodoviais federais. Foram 6 novas concessões que, juntas , elevaram para 15% a fatia da malha rodoviária federal que está nas mãos da iniciativa privada. Para o próximo ano, a projeção é de que 19% das rodovias sejam privatizadas.
É inegável que investir em um setor que amargou muitos anos sem atenção governamental é positivo. Agora a pergunta que se faz é outra: é possível oferecer rodoviais de boa qualidade com preços baixos para o usuário?
Esta é uma questão importante porque impacta diretamente o preço de boa parte do que é produzido no país, já que otransporte por rodovias ainda é o caminho de escoamento de maior parte da produção nacional.
Nos leilões feitos este ano a tarifa média ficou em R$ 3,90 para cada 100 km. Para Daniel Sigelmann, secretário de Fomento para Ações de Transportes, o preço é relativamente baixo.
“Mais qualidade implica em uma tarifa maior. Temos que encontrar caminhos para que o governo possa exigir um nível de qualidade dos serviços concessionados que seja adequado com a capacidade do usuário de pagar por aquele serviço”, disse Sigelmann em debate do EXAME Fórum Infraestrutura, que acontece nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro.
Para Armando Castelar Pinheiro, coordenador de pesquisa econômica aplicada da FGV, os problemas estruturais dos projetos os torna mais caros. Na prática, os tornando mais caros. Na prática, a falta de eficiência na execução dos projetos (algo antecipado pelas empresas) tende a ser incorporado nos preços apresentados nos leilões.
Além disso, segundo ele, há muito risco envolvido neste tipo de operação. “O investidor exige uma remuneração muito maior por causa disso. Se conseguisse diminuir esse risco, o custo para a sociedade seria menor”, afirmou Pinheiro.
Via Exame



