Adriano Oliveira
Do G1 Ribeirão e Franca
A região de Ribeirão Preto (SP) teve o pior resultado na geração de empregos dos últimos dez anos no mês de agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quinta-feira (11). A situação mais crítica continua sendo a de Sertãozinho (SP), que acumula saldo de 1.160 demissões desde janeiro, contra 2.553 contratações no mesmo período do ano passado – queda de 54,56%.
Em Franca (SP), a redução no número de postos de trabalho foi de 42,9%: 6.121 admissões entre janeiro e agosto, contra 10.724 no mesmo período de 2013. Já em Ribeirão, as contratações somam 4.075, enquanto no ano passado foram 6.379 – queda de 36,1% no acumulado. Ainda entre as maiores cidades, Barretos (SP) se destaca com redução de 20,9% na geração de empregos: criou 747 novas vagas até agosto, contra 945 no mesmo período de 2013.
Moreria afirma que o período de eleições sempre provoca insegurança no empresariado, que acaba aguardando o fim do período eleitoral para decidir como direcionar os negócios. “Todos eles querem investir, expandir, mas não sentem segurança hoje, considerando a possibilidade do que deve acontecer a partir de outubro. Existe uma demanda reprimida por investimento. Muita gente até tem dinheiro para investir, mas está aguardando o que vai acontecer no cenário político para dar sequencia nos investimentos.”
<< Economista explica que empresariado aguarda fim do período eleitoral para investir e contratar (Foto: Reprodução/EPTV)Medidas paliativas
Ainda de acordo com o economista, a redução de impostos de vários setores, entre eles dos eletrodomésticos da chamada linha branca e dos automóveis, medida adotada pelo Governo Federal entre 2012 e início de 2013, também é responsável pelo atual endividamento das alto índice de inadimplência das famílias, que prejudica o consumo e, consequentemente, a geração de empregos nas áreas de comércio e serviços.
“Esse tipo de medida resolve uma situação e proporciona o que a gente chama de soluços positivos em alguns segmentos. Só que alguém paga a conta em algum momento. Agora, nós estamos sofrendo o resultado da adoção de medidas sem um planejamento maior, que até deram solução em curtíssimo prazo, mas que está cobrando a conta”, afirma Moreira.
Apesar das análises pessimistas, o economista diz que a situação tende a melhorar no segundo semestre do próximo ano, mas depende de mudanças na economia, principalmente, em relação à taxa de juros. “Eu acho que teremos um final de ano de planejamento. O primeiro semestre tende a ser um pouco mais retraído, mas, a partir de junho, deve surgir um horizonte de oportunidades e a retomada do crescimento.”




