Do G1 Ribeirão e Franca

A Vigilância Epidemiológica de Bebedouro(SP) enfrenta desde o início do ano um surto epidêmico de diarreia provocado por casos de virose. Até segunda-feira (8), foram 4,5 mil atendimentos no Pronto-Socorro da cidade e em pelo menos um dos pacientes foi identificado rotavírus. A Vigilância Sanitária descartou contaminação na rede de abastecimento de água.
Em média, são registrados 160 casos por semana, o dobro do padrão acompanhado pela Vigilância Epidemiológica em Bebedouro. Na primeira quinzena de agosto, foram registrados 362 atendimentos com quadro de diarreia, quando o surto epidemiológico chegou ao ponto mais alto. “Meu padrão é de 60, 80 casos de diarreia, mas em determinado momento, os números saíram do padrão”, afirmou a coordenadora da vigilância Iara Luz. Entretanto, os casos já começaram a cair e na primeira semana de setembro foram 106 atendimentos.
Das amostras de material colhido dos pacientes e enviadas para análise, apenas em uma foi identificada como rotavírus, que pode ter sido causado por ingestão de alimentos contaminados ou problemas com higiene pessoal. Os outros casos não tiveram diagnóstico com vírus identificado. “Nem sempre é possível identificar os vírus ou bactérias nas amostras que são enviadas”, explicou Iara.
Pacientes
Segundo o diretor de Saúde de Bebedouro, Eurico Medeiros, o surto atingiu principalmente adultos jovens. “A maior incidência foi nesse perfil, com sintomas que apresentavam até dez períodos de diarreia por dia, com febre”, comentou. Segundo a Vigilância Epidemiológica, os casos também não foram localizados e estão espalhados pelos bairros de Bebedouro, incluindo a região Central da cidade.
Apesar desse perfil de pacientes, crianças e idosos também apresentaram o quadro de virose com diarreia, náusea e vômito. “É preocupante, porque quando pega em um, pega em todo mundo, já trouxe meu sobrinho antes e tinha umas seis crianças esperando atendimento”, disse a dona de casa Luzia Sena, que levou o filho Natan para ser atendido no Pronto-Socorro. “Tenho dor de barriga e boca seca”, comentou o menino.
Prevenção
Segundo o diretor de Saúde, os casos devem ser prevenidos com cuidados de higiene pessoal. “Não existe uma questão específica, mas todos os cuidados de higiene são muito importantes porque é uma das formas de transmissão”, afirmou Medeiros.




