Patrícia Teixeira
Do G1 Campinas e Região

Na busca por um novo emprego, ser qualificado e ter experiência trazem, sem dúvida, boas chances para o candidato. Mas, como multiplicar essas chances? A resposta está nas diferentes ferramentas que o profissional pode usar como aliadas graças à internet. Redes sociais, sites e aplicativos de celular voltados para o mercado de trabalho reúnem currículos objetivos e oportunidades. E se a chance parecer perdida por conta da localidade do possível novo emprego, as entrevistas feitas por chamadas de vídeo resolvem o problema. O quadro “Sua Chance” mostra as vantagens e desvantagens dos processos seletivos virtuais.
Para que a entrevista virtual seja um sucesso, o candidato precisa se preocupar com o cenário, barulho, qualidade da conexão e, é claro, com a roupa que estará usando. “É como uma entrevista comum. A pessoa precisa ficar atenta também ao login e à foto que ela divulga no programa de chamada de vídeo, não pode ser uma imagem que remeta à vida pessoal dela”, afirma o especialista em recrutamento Fernando Paiva.
A dica também vale para as redes sociais. O profissional que procura uma oportunidade precisa ter cuidado com o que ele posta na internet. “Hoje em dia os recrutadores buscam informações nas redes e eles olham mesmo o que as pessoas colocam”, afirma Paiva.
Para a analista de comuniação Renata Cunha, é preciso aproveitar todas as informações que o candidato tem na internet. Ela foi convocada para uma entrevista através de um site especializado em mercado de trabalho. “Não teve contato por telefone. a pessoa me mandou uma mensagem pelo site e eu respondi”, conta. A analista também já participou de uma entrevista online e diz que otimizou o tempo dela. “Foi ótimo porque a entrevista era em São Paulo. Não perdi o dia todo e ainda sem saber se daria certo ou não. Preparei o cenário e nem fiquei nervosa”, completa.
Currículo virtual
Tanto os sites quanto os aplicativos voltados para o mercado de trabalho disponibilizam um cadastro que funciona como um currículo. As informações precisam ser objetivas, assim como no documento convencional. O diferencial está na facilidade que os recrutadores têm para encontrar a pessoa certa para a vaga, desde que as competências do candidato estejam dispostas de maneira correta.
“As palavras-chaves são essenciais para que o recrutador encontre o profissional. Se ele colocar siglas na experiência, por exemplo, mas esquecer dessas palavras, ele não será localizado”, afirma Paiva. Isso significa colocar no currículo palavras que resumam a função do profissional, sem esquecer dos detalhes sobre a carreira dele.




