
A mãe de uma estudante de 12 anos registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia da Infância e Juventude (Diju) nesta sexta-feira (15) alegando que sua filha foi agredida por um grupo de alunas na porta de uma escola estadual de Ribeirão Preto(SP) depois de uma provocação em sala de aula. A vítima foi abordada por alunos da Escola Estadual Professor Hélio Lourenço de Oliveira, no Parque Ribeirão, na última terça-feira (12) e, após ser encaminhada para o Hospital das Clínicas com suspeita de traumatismos, recebeu alta, mas permanece afastada por atestado médico.
Em nota, a Diretoria Regional de Ensino informou que a briga aconteceu após a saída dos alunos e envolveu pessoas que não estudam na instituição educacional citada.
Segundo a menina, a provocação começou ainda dentro da sala de aula na última terça. “Ela me mandou calar a boca, eu também, e nós começamos a discutir”, afirma. Ela relata que o desentendimento fez com que a outra estudante anunciasse por uma rede social a hora e o local em que agrediria a colega.
De acordo com a vítima, o caso então chegou à direção da escola, que convocou as envolvidas para conversar e fez com que ambas garantissem que não brigariam mais. Porém, segundo a estudante, a colega de classe não cumpriu a promessa e a surpreendeu com outras pessoas na saída da escola. “A diretora falou que não era pra gente brigar. Para mim já tinha resolvido tudo, mas para ela [agressora] não. Ela falou que não brigaria, mas aconteceu que ela quis brigar mesmo. (…) Juntou todo mundo em cima de mim”, diz.
A mãe da vítima, que prefere não ser identificada, confirma que, no meio da confusão, um desconhecido desceu da moto em que estava e também agrediu sua filha na cabeça. “Por incrível que pareça, a gente está sabendo que um rapaz de moto apareceu, desceu e chutou a cabeça da minha filha também. Também estamos revoltados com isso, queremos Justiça”, afirmou.
Adolescente diz que agressora havia prometidonão brigar (Foto: Alexandre Sá/EPTV)
Devido às lesões, a adolescente foi encaminhada para uma unidade de saúde da Vila Virgínia e, devido às dores, foi transferida com suspeita de traumatismos na cabeça e na coluna para o Hospital das Clínicas – Unidade de Emergência, informou a mãe. Apesar do susto, a estudante foi liberada do mesmo dia, sem graves ferimentos, mas foi afastada por uma semana por atestado médico.
Depois de tudo o que aconteceu, a menina tem medo de voltar à escola e está à procura de outro lugar para ela estudar. “Não dá nem vontade de pisar na porta daquela escola. Eu gostava bastante de lá, mas depois disso não quero nem saber”, afirmou a adolescente.
De acordo com a Diju, mãe e filha registraram um boletim de ocorrência por lesão corporal na tarde desta sexta. As agressoras, no entanto, precisam ser qualificadas antes de serem ouvidas pela polícia. Em seguida, o caso será encaminhado à Vara da Infância e Juventude.
Educação
A Diretoria Regional de Ensino de Ribeirão Preto informou que a briga relatada aconteceu após a saída dos alunos do período da manhã e envolveu pessoas que não estudam na escola estadual. “Não há qualquer registro de conflitos entre alunas dentro do ambiente escolar e a direção tomou conhecimento do fato por meio dos familiares de uma das adolescentes”, comunicou.
O departamento alegou ainda que, ainda assim, a equipe gestora convocou pais para uma reunião e tentar evitar situações semelhantes.
Do G1 Ribeirão e Franca




