
A estiagem e o desmatamento na região de Ribeirão Preto (SP) são os responsáveis pela seca da Lagoa da Maravilha, em Jardinópolis (SP). No local, utilizado pelos moradores como opção de lazer, restou um fio d’água em meio ao solo ressecado. Segundo ambientalistas, a tendência da lagoa é secar completamente a curto prazo.
O lago localizado no bairro Humberto Pereira Lima, sempre foi frequentado pelo estudante Irapuã de Souza Júnior e colegas. “A gente vinha aqui todo final de semana, de boia, porque era fundo, mas agora serve para caminhar, está seco, nem parece o que era há dois anos”, comentou o jovem. Na área, é possível encontrar peixes mortos sob o solo seco.
Segundo o Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), o volume de chuva em julho deste ano caiu 33%, em comparação com o ano passado. Além da estiagem na região de Ribeirão Preto, o desmatamento da área também é apontado como razão para a seca da lagoa.
“O que nós verificamos é que antes a área era coberta de mata, mas sofreu um desmatamento muito grande e isso vem se agravando pela falta de chuvas”, comentou o ambientalista Manoel Tavares. “Provavelmente a represa estaria baixa, mas não neste estado, é uma consequência agravada pelo desmatamento na região”.
Seca completa
Ainda segundo Tavares, nem mesmo o retorno do período de chuva deve reverter a situação. “Provavelmente as chuvas vão começar em setembro ou talvez outubro e como temos observado nos últimos anos nem nessa época essa lagoa vai voltar a ser o que já foi algum dia, a tendência é secar”, disse o ambientalista.
Ele alerta que é preciso preservar as áreas verdes para evitar que outras lagoas sequem. “Se a gente continuar desmatando, não preservar a mata ciliar e não preservar as nascentes a gente vai observar a situação se agravar e isso tem consequências diretas nos cursos d’água”.
Do G1 Ribeirão e Franca




